quarta-feira, 21 de dezembro de 2016
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
O lóbi homossexualista no ministério da Educação
O grande educador sexual
![]() |
A chamada «educação sexual»: preparação ideológica
para a
pedofilia e para a
homossexualidade.
|
Inês
Teotónio Pereira, Diário de Notícias, 10 de Dezembro de 2016
Já no próximo ano lectivo, uma criança com 5 anos pode
aprender educação sexual no pré-escolar através de temas pedagógicos como este:
«Desenvolver uma atitude positiva em relação ao prazer e à sexualidade.» Cinco
anos.
Já aos 10 é possível assistirem a aulas sobre
contraceptivos e aborto. Dez anos. Não sei porquê mas em Portugal convive-se
bem com o conceito do Estado Grande Educador: não aflige ninguém que o Estado
nos entre pela casa dentro e imponha como é que os nossos filhos devem ser
educados. Não é quais as competências que as crianças devem adquirir a
Matemática, Geografia ou Português. Isso é fascismo. Não, é mesmo o que eles
devem pensar, como devem ser formados. Imaginem que há por aí famílias que só
querem explicar aos filhos o que é o aborto depois de eles saberem como nascem
os bebés? Um perigo. Ora, na dúvida sobre quem são os pais, o Estado
antecipa-se através dos bancos da escola a educar os filhos segundo os cânones
de directores-gerais de Educação e técnicos que lhes vão recarregando as armas
com relatórios e estudos. Mas ninguém se chateia.
O conteúdo do documento intitulado Referencial da Educação para a Saúde e o facto de ainda ninguém ter
invadido o Ministério da Educação como consequência lógica deste documento é
prova dessa indiferença. Se fosse eu a entrar em casa da minha vizinha para
explicar à sua filha de 10 anos a diferença entre a interrupção voluntária da
gravidez e a não voluntária ou a dinâmica positiva do prazer e da sexualidade,
acredito que a minha vizinha chamasse a polícia. E bem. Mas, se for a
professora de ciências, não faz mal nenhum. Afinal, ela está apenas a educar
para a saúde.
Um Estado socialista
como o nosso vai até onde o deixam ir e com a convicção perigosa de quem se
acha mais habilitado do que os pais para educar os filhos. Seja em educação
sexual, alimentação, religião ou laicidade. Um Estado como o nosso não toca à
campainha para entrar em nossa casa. Entra. E é isto o mais sinistro do
documento referencial: o abuso. É que estas são portas que não se abrem a
estranhos e muito menos à figura abstracta que é o Estado.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
«Liberté-Égalité-Fraternité»-Hypocrisie
França criminaliza sites prò-vida
O Parlamento francês aprovou na sexta-feira uma nova lei que criminaliza páginas de internet que contenham informação para tentar dissuadir mulheres de abortar.
A lei de «interferência digital» dirige-se, segundo o texto da mesma, a impedir o funcionamento de sites que «deliberadamente enganem, intimidam e/ou exerçam pressão psicológica ou moral para desencorajar o recurso ao aborto» e prevê multas até 30 mil euros para quem os operar.
A lei foi aprovada pelos partidos de esquerda, os de direita votaram contra, com Bruno Retailleau, do Partido Republicano, a criticar a lei como sendo «totalmente contrária à liberdade de expressão». O senador diz ainda que a nova lei contradiz o diploma que legalizou o aborto, em 1975, e que pede que as mulheres sejam informadas das alternativas a esta prática.
Do Partido Democrata Cristão também chegaram criticas, com Jean-Frédéric Poisson a apontar para a ironia de o Governo estar apostado em encerrar sites pró-vida enquanto se recusa a fazer o mesmo a páginas de internet que promovam uma visão fundamentalista e violenta do Islão, por exemplo.
Pelo menos dois bispos também condenaram a nova lei, nomeadamente o cardeal Vingt-Trois, de Paris que acusa o Governo de estar «obcecado» com o aborto e o arcebispo Georges Pontier, de Marselha, a dizer que a lei constitui um sério ataque aos princípios da democracia.
A nova lei surge poucos dias depois de o Governo ter proibido a transmissão de um anúncio dirigido a mulheres grávidas de crianças diagnosticadas com trissomia 21. No vídeo aparecem vários jovens com trissomia que explicam tudo o que as pessoas com esta condição podem alcançar na vida e na família, mas a entidade que regulamenta os conteúdos televisivos e, após recurso, o Conselho de Estado, consideram que o visionamento do anúncio pode perturbar a consciência de mulheres que tenham optado, na mesma situação, por abortar.
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
França na iminência do colapso total
Guy Millière, Institute Gatestone, 5 de Dezembro de 2016
Dr. Guy Millière, professor da Universidade
de Paris,
é autor de 27 livros sobre a França e a
Europa.
Original
em inglês: France on the Verge of Total Collapse
A França não percebeu isso naquela época, mas
montou uma armadilha para si mesma e a armadilha agora está a começar a disparar.
Nos anos de 1970 os palestinos começaram a
usar o terrorismo internacional e a França optou por aceitar esse terrorismo
desde que ela não fosse afectada. Ao mesmo tempo a França acolheu a imigração
em massa do mundo árabe-muçulmano, evidentemente, como parte do desejo
muçulmano de expandir o Islão. A população muçulmana desde então aumentou em
número, porém não se assimilou.
Os levantamentos mostram que um terço dos
muçulmanos franceses querem a aplicação plena da Lei Islâmica (Sharia). Mostram
também que a maioria esmagadora dos muçulmanos franceses apoia a jihad,
especialmente a jihad contra Israel, um país que gostariam de ver varrido da
face da terra.
«É melhor sair do que fugir.» – Sammy
Ghozlan, Presidente da Agência Nacional de Vigilância contra o Anti-semitismo.
Depois foi assaltado e o seu carro incendiado. Ele foi embora.
Villiers também menciona a existência de
«zonas proibidas» com milhares de armas de guerra. Acrescenta que as armas
provavelmente nem sequer serão utilizadas, os islamistas já venceram.
Originalmente os sonhos franceses poderiam
ter sido os de desarticular os Estados Unidos como potência mundial,
distanciá-lo do acesso ao petróleo barato e aos negócios com países islâmicos
ricos em petróleo, além das preces de não terem terrorismo interno.
Em França reina a agitação descontrolada.
«Migrantes» que chegam de África e do Médio Oriente semeiam a desordem e a
insegurança em inúmeras cidades. O enorme bairro de lata, mais conhecido como a
«selva
de Calais», acaba de ser desmantelado,
no entanto outros bairros de lata aparecem de repente todos os dias. Na zona
leste de Paris, as ruas estão cobertas de telhas onduladas, toalhas de plástico
ou de outro material e placas desconjuntadas. Violência é
o lugar comum. As 572 «zonas
proibidas», oficialmente denominadas «áreas urbanas sensíveis»,
continuam crescendo e os policias que se aproximam delas muitas vezes sofrem
as consequências. Recentemente uma viatura da polícia
foi emboscada,
o veículo foi incendiado e os policias foram impedidos de sair. Se forem
atacados, conforme as
ordens dos superiores a indicação é fugir em vez de retaliar.
Muitos policias, furiosos por terem que se comportar como covardes,
organizaram manifestações.
Não houve ataques terroristas desde o assassinato de um
padre em Saint-Etienne-du-Rouvray em 26 de Julho de 2016, mas os
serviços de inteligência sabem que os jihadistas que regressaram do Médio
Oriente estão prontos para atacar e que os
distúrbios podem explodir em qualquer lugar, a qualquer hora, sob
qualquer pretexto.
Apesar de estar sobrecarregado com uma
situação interna que mal consegue controlar, ainda assim o governo francês
intervém em assuntos mundiais: um «estado palestino» ainda é a principal
bandeira, Israel é o seu bode expiatório favorito.
Na Primavera passada, apesar de a França e
dos territórios palestinos estarem em péssimo estado, o ministro das Relações
Exteriores de França Jean-Marc Ayrault declarou que
era «urgente» relançar o «processo de paz» e criar um estado palestino. Por
conseguinte, a França convocou uma conferência internacional realizada em Paris
em 3 de Junho. Nem Israel nem os palestinos foram convidados. A conferência foi
um fracasso. Terminou com
uma declaração insípida sobre a «imperiosa necessidade» de «avançar».
A França não parou por aí. O governo
então decidiu organizar
uma nova conferência em Dezembro. Desta vez juntamente com Israel
e os palestinos. O primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu observando
que Israel não necessita de intermediários recusou o
convite. Os líderes palestinos aceitaram-o. Saeb Erekat, porta-voz da
Autoridade Palestina congratulou a
França acrescentando, o que não é de se estranhar, que foi a Autoridade
Palestina que «sugeriu» aos franceses a realização da conferência.
Donald Trump agora é o presidente eleito dos
EUA e tudo leva a crer que Newt Gingrich desempenhará um papel-chave na
Administração Trump. Gingrich
destacou há alguns anos que não existe um povo palestino, acrescentando na
semana passada que os ajustamentos não são de modo algum um obstáculo à paz.
Sendo assim, ao que tudo indica, a conferência será outro fracasso.
Diplomatas franceses, no entanto, estão
elaborando juntamente com funcionários da Autoridade Palestina uma resolução
da ONU para reconhecer um estado palestino dentro das «fronteiras
de 1967» (as linhas de armistício de 1949), isso sem nenhum tratado de paz.
Eles têm aparentemente a esperança de que o presidente dos EUA Barack Obama,
ainda no exercício das suas funções, não
use o veto americano no Conselho de Segurança, permitindo a
aprovação da resolução. Não é possível afirmar se Barack Obama vai querer
terminar a sua presidência com um gesto tão flagrantemente traiçoeiro. É quase
certo que o gesto francês não vai ter êxito novamente.
Durante muitos anos a França dá a entender
ter construído toda a sua política externa em cima do alinhamento com
a Organização de Cooperação Islâmica (OIC em inglês): 56 países islâmicos mais
os palestinos. Originalmente os sonhos franceses
poderiam ter sido os de desarticular os Estados Unidos como potência mundial,
distanciá-lo do acesso ao petróleo barato e aos negócios com países islâmicos
ricos em petróleo, além das preces de não terem terrorismo interno. Todas as
quatro esperanças não deram em nada. É óbvio também que a França tem problemas
mais urgentes para resolver.
A França persiste porque está tentando
desesperadamente impor limites aos problemas que provavelmente não podem ser
resolvidos.
Nos anos de 1950 a França era bem diferente
do que é hoje. Era amiga
de Israel. A «causa palestina» não existia. A guerra na Argélia estava
no auge e a grande maioria dos políticos franceses nem sequer apertaria a mão
de terroristas que não se tivessem arrependido dos seus actos.
Tudo isto mudou com o fim da guerra na
Argélia. Charles de Gaulle entregou a Argélia a um movimento terrorista chamado
Frente de Libertação Nacional. Ele então passou a criar uma reorientação
estratégica da política externa da França, inaugurando o que
chamou de «política
árabe de França.»
A França assinou acordos comerciais e
militares com diversas ditaduras árabes. Para seduzir os seus novos amigos, de
maneira ávida, adoptou uma política anti-Israel. Quando na década de 1970, o
terrorismo na forma de sequestros
de aviões foi inventado pelos palestinos e, com o assassinato dos
atletas israelenses nas Olimpíadas de Munique em 1972, «os palestinos» de
repente tornaram-se uma «causa sagrada» e uma ferramenta útil para alavancar a
posição francesa no mundo árabe, a França ao adoptar a «causa», passou a
ser inflexivelmente
pró-palestina.
Os palestinos começaram a usar o terrorismo
internacional e a França optou por aceitar esse terrorismo, desde que não fosse
afectada. Ao mesmo tempo a França acolheu a imigração em massa do mundo
árabe-muçulmano, evidentemente, como parte do desejo muçulmano de expandir o
Islão. A população muçulmana desde então aumentou em número, porém não
se assimilou.
A França não percebeu isso naquela época, mas
montou uma armadilha para si mesma e a armadilha agora está a começar a
disparar.
A população muçulmana de França dá a entender
que é antifrancesa em termos judaico-cristãos, valores do Iluminismo e
pró-francesa apenas na medida em que a França
se curva às exigências do
Islão. Não obstante, os muçulmanos de França que também são pró-palestinos,
teoricamente não deveria ter havido nenhum problema. Mas a França subestimou os
efeitos da ascensão do Islão radical no mundo muçulmano e além dele.
Cada vez mais os muçulmanos franceses se
consideram acima
de tudo muçulmanos. Muitos afirmam que o Ocidente está em guerra com o
Islão, vêem a França e Israel como parte do Ocidente, assim sendo estão em
guerra com os dois. Vêem que a França é anti-Israel e pró-Palestina, mas também
vêem que vários políticos franceses mantêm laços com Israel, de modo que
provavelmente acham que a França não é anti-Israel e pró-Palestina o
suficiente.
Eles vêem que a França tolera o terrorismo
palestino e parecem não compreender porque é que a França combate o terrorismo
islâmico noutros lugares.
Para agradar aos muçulmanos que estão em
França, o governo francês pode até acreditar que não há outra escolha senão ser
ainda mais pró-palestina e anti-Israel o máximo possível – muito embora,
conforme as pesquisas de opinião indicam, esta política é um fracasso
estrondoso.
O governo francês, sem dúvida, vê que não tem
condições de impedir o que cada vez mais parece ser um desastre iminente. Este
desastre já está a ocorrer.
Talvez o actual governo de França ainda
alimente a esperança de poder empurrar um pouco com a barriga o desastre e evitar uma guerra
civil. Talvez possam ter a esperança de que as «zonas proibidas» não
expludam – pelo menos durante o mandato deste governo.
Há hoje em França seis milhões de muçulmanos,
10% da população, e a percentagem está a aumentar. Os levantamentos mostram
que um
terço dos muçulmanos franceses querem a aplicação plena da Lei
Islâmica (Sharia). Também mostram que a maioria esmagadora dos muçulmanos
franceses apoia
a jihad, especialmente a jihad contra Israel, um país que eles
gostariam de ver varrido da face da terra.
A principal organização muçulmana francesa,
a União
das Organizações Islâmicas de França, é o ramo francês da Irmandade
Muçulmana, um movimento que deveria ser incluído na lista das organizações
terroristas pelo seu aberto desejo
de derrubar governos ocidentais.
A Irmandade Muçulmana é primordialmente financiada
pelo Qatar, país que investe intensamente em França – e que conta com a
comodidade de ter a sua própria base aérea dos EUA.
Os judeus estão a
deixar a França em número
recorde e a debandada não pára. Sammy Ghozlan, presidente da
Agência Nacional de Vigilância contra o Anti-semitismo, reiterou por muitos
anos que: «é melhor sair do que fugir». Foi assaltado. O seu carro foi
incendiado. Ele
saiu e agora vive em Israel.
O restante da população francesa vê
claramente a extrema gravidade do que está a acontecer. Alguns estão furiosos e
em estado de revolta, outros parecem resignados esperando o pior: a tomada
da Europa pelos islamistas.
As próximas eleições francesas estão
programadas para Maio de 2017. O presidente francês François Hollande perdeu
toda a credibilidade e não tem nenhuma
probabilidade de ser reeleito. Quem chegar ao poder terá uma
tarefa difícil.
Ao que tudo indica os franceses perderam a
confiança em Nicolas Sarkozy, de modo que provavelmente escolherão entre os
candidatos Marine Le Pen, Alain Juppé ou François Fillon.
Marine Le Pen é a candidata da Frente
Nacional de extrema-direita.
Alain Juppé é o prefeito de Bordéus e muitas
vezes faz campanha na companhia de Tareq Oubrou, imã da cidade. Até
recentemente, Tareq Oubrou era membro da Irmandade Muçulmana. Alain Juppé
parece acreditar que
a presente desordem irá perder força se a França se curvar totalmente
ao Islão.
François Fillon, será provavelmente o
candidato da direita moderada.
Ele indicou recentemente
que «o sectarismo islâmico» cria «problemas em França».
Ele também
destacou que se um estado palestino não for
estabelecido brevemente, Israel será «a principal ameaça à paz mundial.»
Há três anos o filósofo francês Alain
Finkielkraut publicou o livro: A Identidade Infeliz (L'identité malheureuse),
no qual descreve os perigos inerentes
à islamização da França e os principais distúrbios que se originam a partir
daí. Juppé escolheu um lema de campanha que se destina a contradizer
Finkielkraut: «A
Identidade Feliz».
Desde a publicação do livro de Alain
Finkielkraut, outros livros de carácter pessimista foram publicados e
tornaram-se best-sellers em França. Em Outubro de 2014 o colunista Eric Zemmour
publicou O Suicídio Francês (Le suicide français). Há
poucas semanas publicou outro livro: Um Mandato de Cinco Anos Para Nada (Un
quinquennat despeje rien). Descreve o que vê a acontecer com a França:
«invasão, colonização, explosão.»
Zemmour define a chegada de milhões de
muçulmanos em França nas últimas cinco décadas como uma invasão e a recente
chegada de um turbilhão de imigrantes como a continuação daquela invasão.
Descreve a criação de «zonas proibidas» como a criação de territórios islâmicos
em solo francês e parte integrante de um processo de colonização.
Ele escreve que as erupções de violência que
se espalham são sinais de uma explosão iminente, que cedo ou tarde, a revolta
vai ganhar terreno.
Outro livro: Os Sinos da Igreja
Tocarão Amanhã? (Les cloches sonneront-elles encore demain?),
foi publicado recentemente por Philippe de Villiers, ex-membro do governo
francês.
Villiers chama a atenção para o
desaparecimento de igrejas em França e a sua substituição por mesquitas. Também
menciona a existência de «zonas proibidas» com milhares
de armas de guerra (fuzis automáticos AK-47, pistolas Tokarev,
armas antitanque M80 Zolja, etc). Acrescenta que as armas provavelmente nem
sequer serão utilizadas – os islamistas já venceram.
Em 13 de Novembro de 2016 a França assinalou
o primeiro aniversário dos ataques de Paris. As placas foram descerradas em
todos os lugares onde as pessoas foram mortas.
As placas diziam: «Em memória das vítimas feridas e assassinadas nos ataques». Nenhuma menção foi feita sobre a barbárie jihadista. À noite, a casa de espectáculos Bataclan foi reaberta com um concerto de Sting. A última canção do concerto foi «Insh' Allah»: «se Alá quiser». A direcção do Bataclan não permitiu a entrada de dois membros da banda norte-americana Eagles of Death Metal – que estavam no palco quando o ataque começou. Algumas semanas depois do ataque, Jesse Hughes, vocalista do grupo, atreveu-se a criticar os muçulmanos que participaram no ataque. O director do Bataclan indicou acerca de Hughes: «há coisas que não dá para perdoar».
As placas diziam: «Em memória das vítimas feridas e assassinadas nos ataques». Nenhuma menção foi feita sobre a barbárie jihadista. À noite, a casa de espectáculos Bataclan foi reaberta com um concerto de Sting. A última canção do concerto foi «Insh' Allah»: «se Alá quiser». A direcção do Bataclan não permitiu a entrada de dois membros da banda norte-americana Eagles of Death Metal – que estavam no palco quando o ataque começou. Algumas semanas depois do ataque, Jesse Hughes, vocalista do grupo, atreveu-se a criticar os muçulmanos que participaram no ataque. O director do Bataclan indicou acerca de Hughes: «há coisas que não dá para perdoar».
domingo, 4 de dezembro de 2016
Anticomunista, graças a Deus
P. Gonçalo Portocarrero de Almada, Observador, 3 de Dezembro de 2016
Os regimes não se medem pelas suas belezas retóricas mas pelas suas
obras. O sonho revolucionário de Fidel, um terrível pesadelo para os cubanos,
não o exime das atrocidades perpetradas pelo castrismo.
Apesar de esperada, a morte de Fidel Castro foi uma notícia
surpreendente. Talvez porque a invulgar resistência do ancião guerrilheiro
tivesse levado a crer que alcançara, como os antigos deuses, o dom da
imortalidade. Mas, humano como era, embora não muito, Fidel também tinha os
seus dias contados e, a estas horas, já prestou contas ao Criador. Paz à sua
alma e, já agora, à nossa também. A sua morte não significa, para o seu país, o
fim do comunismo mas, desaparecido o ditador, está mais próxima a tão desejada
libertação de Cuba. Neste sentido, é um sinal de esperança.
Apesar de decorrida uma semana sobre a sua morte, continuam as
inevitáveis reacções à sua vida e acção política, em catadupa de declarações
mais ou menos hipócritas, ou mais ou menos comprometedoramente envergonhadas. É
sabido que, no que se refere aos ditadores falecidos, a esquerda é como aquele
detergente que lava duas vezes mais branco. A imprensa, enquanto por um lado
diaboliza Adolf Hitler e Augusto Pinochet; pelo outro absolve e idealiza as
atrocidades de Che Guevara e de Fidel Castro … enfim, o costume.
Não vale a pena insistir nas atrocidades protagonizadas por Fidel
Castro, ou por ele consentidas, porque são já sobejamente conhecidas e foram,
em sua vida, denunciadas pelos Repórteres sem Fronteiras (O livro negro de
Cuba, prefácio e introdução de José Manuel Fernandes, Aletheia, 2005). Mas
vale a pena retirar uma conclusão a que nem todos se atrevem: a natureza
essencialmente antidemocrática da ideologia comunista.
Há quem distinga a teoria da prática comunista: desculpam a realidade
ditatorial dos regimes comunistas, à conta do alegado altruísmo do
marxismo-leninismo. Uma atitude tão incoerente como seria condenar Hitler, mas
ressalvando o nacional-socialismo. Os regimes políticos não se medem pelos seus
encantos retóricos, mas pelas obras. O indiscutível ideal patriótico de Hitler
não o desculpa dos crimes do nazismo, do mesmo modo como o sonho revolucionário
de Fidel, que foi um terrível pesadelo para milhares de cubanos, o não exime
das atrocidades perpetradas pelo castrismo. Como se costuma dizer, de boas
intenções está o inferno cheio.
O nazismo não foi apenas um fracasso político mas, sobretudo, uma
aberração ideológica. O comunismo não é apenas uma prática que nunca resultou,
nem sequer economicamente, mas também uma ideologia intrinsecamente contrária à
liberdade e à dignidade humana. Ou seja, não se pode ser comunista e democrata,
nem humanista, como aliás a história não se cansa de provar e a trágica vida de
Fidel Castro, mais uma vez, confirmou. Considerar o marxismo-leninismo como um
regime democrático é já um embuste da propaganda comunista.
Mas mesmo sabendo, como ninguém minimamente honesto pode hoje ignorar,
que o comunismo é uma ideologia per se antidemocrática, poucos são os que ousam
dizê-lo. Todos os democratas são unânimes em excluir, em absoluto,
qualquer regime fascista ou nazi mas, paradoxalmente, alguns ainda toleram o
comunismo, que é analogamente antidemocrático. Ninguém tem qualquer pejo em se
afirmar, sem tibiezas, antifascista, mas – muito embora seja evidente que um
verdadeiro democrata não pode, sem cair em contradição, deixar de ser
anticomunista – poucos são os que têm a coragem de o assumir. Quanto muito,
alguns mais afoitos dirão que não são comunistas, ou que são não comunistas,
mas não anticomunistas, porque uma tal afirmação parece relevar radicalismo e
cheira a extremismo fascista, ou coisa que o valha. Contudo, o mesmo não se
verifica quando alguém se define, sem rebuço, como antifascista, ou antinazi…
Marx e Engels invocaram a história como o garante da inevitabilidade das
suas previsões políticas e económicas, mas a história não só não confirmou os
seus prognósticos como os desmentiu categoricamente. Mais ainda, a história
veio dar razão ao juízo profético da Igreja católica que, pela encíclica Qui
pluribus, já em 1846 condenou o comunismo, precisamente por ser contrário à
liberdade humana, à justiça social e ao bem comum.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
A espiral paranóica da esquerda
Francisco Cabrita
A vitória de Trump — como a vitória do Brexit — são acontecimentos que,
de acordo com a esquerda e os media que a sustentam, não
deveriam ter acontecido.
Por isso é preciso encontrar explicações para o que se passou, perceber
o que «correu mal».
Depois dos ataques velados aos eleitores «brancos» (poderemos
considerá-los racistas, ou essa palavra só tem conteúdo quando é usada pela
esquerda?) e dos ataques às populações rurais e não licenciadas (haverá aqui
alguma ponta de elitismo e classismo?), os grandes educadores das massas dos
nossos dias já encontraram o verdadeiro culpado: a Rússia.
Parece mentira, parece inconcebível, parece caricatural mas é mesmo
verdade: grandes sectores da esquerda americana e até europeia pelos vistos
acreditam e querem realmente fazer-nos crer que a Rússia e uma legião de
hackers por ela controlados não apenas manipularam o eleitorado americano com
«falsas notícias» como chegaram até às remotas máquinas de voto electrónico em
condados perdidos dos Estados Unidos e alteraram o sentido de voto dos
americanos.
É grotesco, parece saído das mais desacreditadas mentes conspirativas,
mas é realmente aquilo em que muitos liberais acreditam. A Rússia é agora o seu
papão, numa escala bem superior àquela em que consideravam a União Soviética
uma ameaça, no auge da guerra fria e perante o perigo real de conflagração nuclear.
O ridículo não tem limites.
E no entanto poucas são as vozes que encontramos no espaço público a
denunciarem este absurdo. As razões para tal não são difíceis de compreender e
chegaremos a elas, mas concentremo-nos por agora nas alegações que são feitas.
As «notícias falsas»
Muitos se indignaram nas últimas semanas contra as «notícias falsas» que
pululam pela internet e sobretudo as redes sociais por estes dias. Até um
cronista prestigiado como David Ignatius do Washington Post lhe
dedicou um artigo por estes dias, ligando-as à Rússia e à sua «propaganda».
Vejamos: existem «notícias falsas» hoje, como existem há muito tempo. Na
era da informação instantânea, a internet promove a difusão de falsidades do
mesmo modo que promove as «indignações» sem substância ou mesmo calúnias que se
propagam de forma «viral». Esse é um dos perigos da internet que tantos de nós
identificaram há já muito tempo.As
«notícias falsas» vêm porém dos mais variados sectores e têm os mais diversos
objectivos, desde a propaganda política a fins puramente comerciais. Tal como
acontece com outros conteúdos, falsos ou não, desde as «cadeias de email» aos
vídeos partilhados. A internet potencia todos esses fenómenos.
Pretender culpar a Rússia por algo que essencialmente é da natureza
mesma da internet é um sofisma. O regime de Putin será certamente culpado de
muita coisa mas sustentar que este orquestrou uma campanha de «falsas notícias»
com o intuito de prejudicar Clinton e que tal campanha teria sido decisiva para
a vitória de Trump, é fazer de todos nós (e não apenas dos eleitores) parvos. O
problema aqui é outro — e as vozes que se levantam contra as «falsas notícias»
no fundo sabem-no bem.O problema é que a
esquerda de repente começa a sentir que o seu controlo dos media está a
ser posto em causa por uma direita mais agressiva e que para ter voz recorre a
meios alternativos — sobretudo a internet. Não tendo os meios bilionários de
que dispõem as CNN's e afins (nos EUA a esquerda só não tem o monopólio
completo dos media porque existe a Fox News), a direita recorre hoje cada vez
mais à internet, verificando-se fenómenos de popularidade como o Breibart News
(do agora anatematizado Steve Bannon).
Ora, habituada a controlar o fluxo da informação, a esquerda não gosta
deste novo cenário que a vitória de Trump expôs em larga medida: como foi possível
que apesar da cobertura negativa permanente, um fluxo ininterrupto de ataques e
desqualificações dos media liberais ocidentais contra Trump, a população
americana tivesse votado maciçamente neste homem? Onde estavam os apoiantes de
Trump que não se faziam ouvir? Certamente não nos media tradicionais... Daí a
caça às bruxas e os papões da Rússia e das notícias falsas.
A «preocupação» da esquerda com as «notícias falsas» é por
isso algo contra o que precisamos de nos precaver e escudar: é apenas uma forma
de tentar censurar a internet e basicamente silenciar toda a opinião que
escapar ao unanimismo que quase se verifica já nos media tradicionais. Nenhuma
dose de «notícias falsas», supostamente criadas para beneficiar Trump (alegação
que em si mesma parece configurar uma «notícia falsa»), seria suficiente para
suplantar o fogo cerrado contra Trump que os media dispararam neste ciclo
eleitoral norte-americano (e continuam a disparar).
Os «liberais» querem purgar a internet do que consideram «falsas notícias»,
actuando como Ministério da Verdade orweliano. Querem instituir uma censura à
escala global, na qual lhes caberá sempre a última palavra sobre o que o
público deve ou não ler ou ouvir. Cabe-nos resistir a uma tal iniquidade
denunciando-a vigorosamente.
Os pedidos de recontagem dos votos
Uma candidata do partido dos verdes dos EUA que obteve pouco mais de 1%
dos votos decidiu pedir a recontagem dos boletins em 3 Estados: Michigan,
Wisconsin e Pensilvânia.
É difícil seleccionar onde colocamos o ênfase aqui: se no facto da
candidata ter tido 1% e portanto ser irrelevante eleitoralmente e não ter
qualquer interesse pessoal na recontagem; se no facto dos 3 Estados
seleccionados serem estados onde Trump ganhou (existindo outros onde Clinton
venceu por margens menores); se ainda no facto de que apenas uma completa
reversão dos resultados nos 3 Estados poderia alterar o desfecho final.
E no entanto, a campanha de Clinton — que antes das eleições se indignou
com a possibilidade de Trump não reconhecer imediatamente os
resultados («isso equivaleria a minar a democracia americana», «não é
assim que fazemos as coisas na América») —já declarou que participará
na recontagem...
Trata-se de uma história mal contada e que leva a questionar o que
estará aqui verdadeiramente em causa.
Como se sabe, paralelamente a estas petições
estão a ser feitas pressões e ameaças a vários membros do colégio eleitoral
para que defraudem o sentido de voto dos eleitores dos respectivos Estados e
votem antes em Hillary Clinton. Caso se conseguissem combinar a reversão dos
resultados em pelo menos dois dos três Estados (e não tenhamos
dúvidas de que o tentarão fazer, sempre com argumentos de «transparência» e
«integridade» do voto mas na realidade não olhando a meios para tentar
subverter a contagem já feita e os resultados já certificados) e adicionalmente
se conseguisse mudar o sentido de voto de algum eleitor do colégio, Clinton
poderia ainda chegar à Casa Branca.
Realisticamente estes esforços não têm possibilidades de sucesso mas o
que está aqui em causa — e este é o corolário também da preocupação com as
«falsas notícias» e as alegações de «mão russa» nas eleições — é minar desde o
início a presidência de Trump, fragilizar o seu mandato e a sua autoridade e
apresentá-lo como um Presidente ilegítimo. Afinal de contas algo de contrário à
«ordem natural das coisas», a ordem liberal, multicultural, relativista e
globalista, aconteceu no mais poderoso e influente país do mundo.
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| Não confundir com Técnico Oficial de Contas... |
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