quinta-feira, 26 de janeiro de 2017


A «revolução de género» da National Geographic:

Péssimo argumento e ideologia preconceituosa


Aceitar as reivindicações da ideologia transgénero requer fechar os olhos
à nossa consciência e escarnecer da «lei escrita no coração»
que os nossos corpos testemunham.

Andrew Walker & Denny Burk, Midiasemmascara,12 de Janeiro de 2017

A edição de Janeiro de 2017 da National Geographic dedica-se a explorar o que chama de «Revolução de Género» – um movimento pós-Revolução Sexual que procura desconstruir entendimentos tradicionais sobre o corpo humano, o dimorfismo sexual masculino-feminino e o género. Num artigo intitulado «Rethinking Gender», Robin Marantz Henig cita as normas de género em evolução como uma justificativa para a Revolução de Género. Mas o argumento de Henig não é apenas inaceitável, é baseado também numa proposta radical sobre a natureza humana que está em desacordo com a lei natural e a antropologia bíblica.
O objectivo deste ensaio não é abordar todas as facetas do género que Henig explora. Em vez disso, o nosso objectivo é resolver alguns dos erros mais flagrantes no artigo. Muitas das críticas abaixo aplicam-se não apenas ao artigo de Henig, mas também aos problemas filosóficos mais amplos inerentes ao movimento transgénero.

Identidade de Género, Confusão de Categorias
e Inconsistência Moral

Primeiro (e mais problemático): Henig não oferece nenhum argumento substantivo para explicar porque a auto-percepção interna da sua «identidade de género» deve determinar o seu sexo ou ter autoridade maior do que o seu sexo biológico. O ensaio oferece testemunhos de pessoas que dizem que a sua identidade de género está em desacordo com o seu sexo biológico. Mas o testemunho não é suficiente. A afirmação de uma reivindicação não demonstra a autenticidade dessa reivindicação. Os leitores não recebem nenhuma explicação de porque devemos considerar as reivindicações de uma identidade de género como realidade, em vez de ser apenas um sentimento subjectivo ou auto-percepção.

Na verdade, este é o cerne da questão que assola o movimento transgénero. Baseia-se não na evidência, mas na ideologia do individualismo expressivo – a ideia de que a identidade é autodeterminada, que se deve viver essa identidade e que todos devem respeitar e afirmar esta identidade, não importa o que ela seja. O individualismo expressivo não requer nenhum argumento moral ou justificação empírica para as suas reivindicações, não importa quão absurdas ou controvertidas possam ser. O transgenerismo não é uma descoberta científica, mas um compromisso ideológico prévio sobre a flexibilidade do género.

Em segundo lugar, Henig comete uma falácia ao ligar as condições intersexuais ao transgénero. Estas são categorias muito diferentes. «Intersexo» é um termo que descreve uma série de condições que afectam o desenvolvimento do sistema reprodutor humano. Estes «distúrbios do desenvolvimento sexual» resultam em anatomia reprodutiva atípica. Algumas pessoas intersexuais nascem com «genitália ambígua», que tornam a determinação do sexo ao nascer muito difícil.

É precisamente neste ponto que a intersexualidade é muito diferente do transgenerismo. Aqueles que se identificam como transgéneros não estão a lidar com ambiguidade sobre o seu sexo biológico.Transgenerismo refere-se à variedade de formas que algumas pessoas sentem que a sua identidade de género está fora da sincronia com o seu sexo biológico. Assim, identidades transgénero são construídas sobre a suposição de que o sexo biológico é conhecido e claro, o que não é o caso da intersexualidade.

Intersexualidade e transgenerismo são maçãs e laranjas, mas não saberia isso lendo o artigo de Henig. Aqueles que estão a forçar a revolução de género têm um interesse em confundir as categorias. Acreditam que pode ser demonstrado que o sexo biológico é um espectro, em vez de um binário, então podem minar o essencialismo de género. Mas as condições intersexuais não refutam o binário sexual. São desvios da norma binária, não o estabelecimento de uma nova norma. Assim, a experiência fisiológica da intersexualidade está numa categoria diferente das construções psicológicas da disforia de género e do transgenerismo. Henig relaciona essas categorias de forma problemática, de modo a colocar a identidade de género e a anomalia médica numa única categoria.

Nessa mesma linha, Henig cita um estudo que relaciona a não-conformidade de género com o autismo. Qualquer conclusão que este estudo pretenda estabelecer, não valida uma suposta identidade transgénero. No máximo, poderia estabelecer uma correlação entre não-conformidades de género e autismo, mas não uma causalidade, nem uma corroboração da ideologia transgénero. Novamente, aceitar que a identidade de género de alguém está em desacordo com o seu sexo biológico não é nada mais do que ideologia sem qualquer verificação ou dados empíricos para apoiar tal afirmação. É metafisicamente impossível verificar a afirmação de que a identidade de género declarada confirma uma compreensão mais precisa do género do que o sexo biológico.

A última página do artigo de Henig comemora a mutilação de crianças menores com uma foto de uma menina de 17 anos sem camisa, que sofreu recentemente uma mastectomia dupla para «transição» para se tornar um menino. Porque os ideólogos transgéneros consideram prejudicial a tentativa de mudar a mente dessa criança, mas consideram que ela está progredindo ao exibir o seu peito nu e mutilado para uma história de capa? Os ideólogos transgéneros como Henig nunca abordam esta contradição ética no coração do seu paradigma. Porque é aceitável alterar cirurgicamente um corpo para torná-lo de acordo com a sua ideia do próprio self, mas intolerância tentar mudar o seu sentido de self para se adequar ao seu corpo? Se é errado tentar mudar a identidade de género (porque é fixa e não se pode mexer porque é danoso), porque seria moralmente aceitável alterar algo tão fixo como a anatomia do aparelho reprodutor de uma criança? Aqui a inconsistência moral do argumento é flagrante.

Ciência fraca e alegações contraditórias

Terceiro, o artigo refere-se obliquamente à «Teoria Cerebral do Sexo» para apoiar a conclusão mais ampla de que as identidades de género expansivas são imutáveis, objectivas e uma expressão autêntica do verdadeiro sexo de uma pessoa. Henig reconhece, com razão, as deficiências da Teoria Cerebral do Sexo, mas, no final, não oferece qualquer sugestão sobre a legitimidade das reivindicações transgénero à luz da inconclusividade dos estudos científicos sobre esta questão.

É por isso que o seu argumento é, em última análise, pouco convincente e problemático: não há consenso científico sobre o que causa o transgenerismo. As teorias cerebrais do sexo são hipóteses, mas Henig escreve como se a revolução que nós estamos a encontrar agora seja boa e mereça ser considerada inquestionável. Se Henig admitisse a falta de certeza em torno do transgenerismo, poria em dúvida a certeza sobre a qual o artigo (e toda a questão) se baseia. Henig não aborda os seus próprios pressupostos, mas admite que as categorias descritas no artigo se baseiam em teorias, não em factos.

Em quarto lugar, além do artigo de Henig, a cobertura da National Geographic é atormentada por reivindicações contraditórias e incoerentes. «A identidade de género e a orientação sexual não podem ser alteradas, mas a forma como as pessoas identificam a sua identidade de género e orientação sexual pode mudar ao longo do tempo, na medida em que descobrem mais sobre si próprios». A primeira metade desta frase afirma a imutabilidade da identidade de género, mas a segunda metade afirma que a autoconsciência das pessoas sobre essas coisas pode mudar ao longo do tempo.

Não há uma contradição aqui quando definimos os nossos termos? A identidade de género não é uma categoria objectiva, mas sim subjectiva. É como se percebe o seu próprio senso de masculinidade ou feminilidade (Yarhouse, pp. 16-17). Se essa percepção é fixa e imutável (como afirma a primeira metade da frase), então é incoerente dizer que a autopercepção possa mudar ao longo do tempo (como afirma a segunda metade da frase). A autopercepção pode mudar ou não mudar. Não pode ser as duas coisas ao mesmo tempo. Esta é uma contradição desconcertante contida dentro de uma única frase, mas parece que o autor não percebe.

Além disso, a afirmação de que as identidades transgénero são igualmente fixas e imutáveis como a orientação sexual, simplesmente não é apoiada por qualquer tipo de consenso científico. De acordo com um importante relatório publicado por Lawrence Mayer e Paul McHugh em The New Atlantis, «Há também pouca evidência de que as questões de identidade de género têm uma alta taxa de persistência em crianças». De facto, cerca de 80% das crianças que vivenciam sentimentos transgéneros conseguem resolver as suas dificuldades sem qualquer intervenção, após a puberdade. Dizer que as identidades transgénero são fixas e imutáveis é simplesmente impreciso.

O que a Justiça Realmente Exige?

Em quinto lugar, toda a questão enquadra a «Revolução do Género» como a próxima fronteira da justiça social. Isso parece extraordinariamente míope dado o ritmo acelerado em que a revolução de género veio para a América. Mas vamos reformular os elementos da discussão que são omitidos do artigo de Henig e da questão geral:

– Porque é que a sociedade deve aceitar uma teoria do género que tem tão pouca adjudicação histórica?

– Porque não se faz perguntas sobre se certos meios são a causa de tais experiências recém-descobertas na história humana?

– Porque não se explora os elementos politizados do transgenerismo que são apoiados por um movimento agressivo LGBT?

– Porque se omite a história da contestação por trás deste movimento – que a compreensão da confusão de género como uma patologia a ser aliviada, ao invés de uma norma a ser abraçada, comum até o passado recente, agora é estigmatizada, se não até apagada da história?

– Porque é a pressa para aceitar a alegação de que alguém é um membro do sexo oposto ao biológico ou não possui nenhum género?

– Porque é que a justiça exige a aceitação de uma medicina que mutila partes funcionantes do corpo em nome da identidade de género?

Henig não reconhece quaisquer vozes dissidentes que questionam a validade das identidades transgénero. O seu artigo – e a revista como um todo – dá por certa a ideia de que a compaixão e a justiça são mediadas apenas através da aceitação das controvertidas teorias nele contidas. Nós rejeitamos isso.

Finalmente, o artigo não aborda as conclusões que se seguem das suas premissas.

Numa legenda, lemos:

Henry foi designado homem no nascimento, mas considera-se «criativo de género». Expressa-se através do seu senso de moda de vestir singular. Os seus pais inscreveram-o no Bay Area Rainbow Day Camp, onde pode encontrar o vocabulário para explicar os seus sentimentos. Aos seis anos de idade, já está muito seguro de quem é.

O título deste artigo é de um radicalismo desenfreado. Nenhum garoto de seis anos tem a certeza do que ele é. A afirmação radical não-julgadora não é uma abordagem saudável para os pais ou uma estratégia de governo viável para a sociedade. Os pais realmente devem suspender toda a forma de julgamento e curvar-se aos caprichos  passageiros dos seus filhos? Esta sujeição estenderia-se a todos os assuntos?

Num ponto, Henig descreve um indivíduo que está a procurar por uma identidade na qual «se sinta bem». Isto é assustadoramente subjectivo e sujeito a auto-reinterpretações sem fim. O que «parece certo» para uma pessoa não indica o caminho para o que é certo. É também um exemplo de porque a revolução de género consiste em «cisternas quebradas que não podem conter água» (Jeremias 2:13). Como ilustra um vídeo muito difundido, tomar a linguagem de «identidade» e «identificar» ao lado de «género» leva a afirmações frívolas e ridículas que na nossa consciência sabemos serem falsas. E, na verdade, isso é o que é mais problemático sobre este artigo: aceitar as alegações contidas nele exige um fechar os olhos para a nossa consciência. Requer fazer zombar da «lei escrita no coração» que os nossos corpos dão testemunho no nosso projecto de design natural. Como este artigo demonstra, não há limites para a revolução sexual e de género, apenas o rastro da carnificina humana que resulta da supressão da verdade.

Henig faz uma admissão surpreendente perto do final de seu ensaio: «A Biologia tem o hábito de se declarar no final». Sobre isso, Henig está certo. A humanidade não pode escapar dos limites inscritos na biologia. É impossível transgredir fronteiras biológicas carimbadas na natureza humana sem as categorias básicas da existência humana se desmantelarem. Se a história de National Geographic diz alguma coisa, ela fala de uma sociedade indo por um caminho de experimentação voluntária que levará à miséria e à negação do telo humano. Na verdade, esse movimento nascido de academias efémeras e mitologias esquerdistas não é mais do que uma barbárie revestida de verdade.


Denny Burk é professor de Estudos Bíblicos na Boyce College e no The Southern Baptist Theological Seminary. Também é presidente do Conselho para a masculinidade bíblica e feminilidade.

Andrew T. Walker é o director de Estudos Políticos da Comissão de Ética e Liberdade Religiosa e estudante de doutorado em Ética Cristã na The Southern Baptist Theological Seminary.

Nota do tradutor, Heitor De Paola:

Embora não seja usual por não corresponderem a palavras dicionarizadas em Português, preferi usar revolução/ideologia transgénero para substituir transgender revolution/ideology. Em alguns casos ficou melhor transgeneralidade ou transgeneralismo.





quarta-feira, 25 de janeiro de 2017


A reabilitação do sr. Trump


Alberto Gonçalves, Sábado, 24 de Janeiro de 2017

E pronto: vem aí o sr. Trump, fanfarrão de poucos modos, poucas letras, muito dinheiro e demasiadas frases no Twitter. Assustador? Depende. A democracia na América é tão robusta que, ainda o homem não ocupou o cargo, já vai arranjando maneira de o tornar digerível e, não tarda, desejável. Através dos famosos «checks and balances», controlos e equilíbrios, pesos e contrapesos, o «sistema» organicamente desatou a sugerir que embora o sr. Trump não seja grande coisa, a verdade é que podia ser coisa bastante pior. Por comparação às convicções e aos métodos de alguns dos seus opositores, o sr. Trump é um mal pequenino. E, em política, um mal pequenino é quase um achado.

Comecemos pelo longo inventário de «artistas» que recusaram cantar na gala inaugural. É grave que nomes como Elton John, Céline Dion, os Kiss e Ricky Martin não emprestem as vozes à legitimação do novo Presidente? Grave seria que emprestassem. Sempre que o autor de Candle In The Wind fecha a boca, a humanidade ganha, e o sr. Trump, responsável pelo abençoado silêncio, ganha a dobrar.

E há, a título simbólico, o discurso da actriz Meryl Streep quando, a 8 de Janeiro, recebeu um prémio importantíssimo. Por algum motivo, a criatura resolveu atacar a xenofobia do sr. Trump com o exemplo do meio cinematográfico, que ela considera – segurem-se bem – «um dos grupos mais perseguidos na sociedade americana». É apenas um caso, tipicamente amalucado, da soberba de Hollywood, que lá porque produz fitas horrendas se julga incumbido de iluminar os simples. Sempre que Hollywood designa um alvo, é provável que este detenha virtudes insuspeitas.

E há a marcha em Washington no próximo dia 21, exercício de afirmação dos direitos das senhoras, das quais o sr. Trump, cujos divórcios enriqueceram várias, é aparentemente inimigo. Enquanto marcham, milhares de mulheres tentarão demonstrar que os milhões de mulheres que votaram no sr. Trump são idiotas. Para provar que isto é sério, a teóloga Madonna publicou no Instagram a foto de uma vagina depilada. Sempre que «activistas» de desmioladas «causas» se empenham tanto contra alguém, é garantido que alguém não é mau de todo.

E há a lista crescente de congressistas que não enriquecerão a tomada de posse do sr. Trump com a sua presença. Vistos à lupa, é tudo gente de princípios, campeões das lutas civis e amigos do povo. Se, porém, o povo elege quem eles não gostam, a civilidade cai de cama e os princípios sofrem forte abalo. Sempre que grandes democratas só prezam um lado da democracia, é possível que o lado restante tenha certa razão.

E há, last and always the least, Obama. Em dois mandatos antecedidos de louvores precoces e que prometiam uma discreta mediocridade, Obama preferiu o estrondo à lamúria e, resumindo imenso, conseguiu aumentar as divisões sociais e raciais nos EUA, trair países amigos, ceder a nações inimigas e passear pacifismo ao mesmo tempo que fomentava guerras duvidosas. A lamúria guardou-a para o fim: sempre que um líder se despede entre lágrimas, é plausível que o líder seguinte seja menos embaraçoso. Sendo o sr. Trump, será o que Deus quiser. E o que, após 8 anos de erros sucessivos, Obama quis que fosse.






Proteja as suas crianças

da falsa ciência homossexualista







segunda-feira, 23 de janeiro de 2017


PETIÇÃO

Diga à National Geographic que a ideologia de género

causa dano às crianças


National Geographic, ideologia de género é falsa ciência

Assine a petição para enviar

um e-mail à revista National Geographic


A revista National Geographic está usando incorrectamente um garoto de nove anos a fim de promover de forma agressiva a agenda de género para crianças como uma nova regra social.

Se estiver de acordo, assine a nossa petição para dizer aos editores da revista que se 
retratem e parem de promover ciência falsa.

A ideologia de género não é apenas uma falácia, mas também causa danos às crianças. Alguns especialistas consideram-a inclusive como abuso à infância. Foi o que concluíu, um denso estudo realizado pela revista 
The New Athlantics (que pode baixar na página da petição) e a Associação Americana de Pediatras!

Segundo a ideologia de género, ser homem ou mulher é resultado de uma construção social, não de uma adequação ao sexo biológico.

Os seus proponentes alegam que o objectivo é lutar contra o preconceito, mas na verdade pretendem impor a toda a sociedade uma ferramenta de controle social por meio da desconstrução da personalidade.

Esta falácia está a ser promovida por esquerdistas para crianças com até três anos de idade.

Os artigos publicados na National Geographic não passam por nenhum tipo de escrutínio académico sério.De acordo com Susan Goldberg, editora chefe da National Geographic, os cromossomos «XY ou XX não dizem toda a verdade». E ainda sugere que deve ser feita uma «revolução do género».

Assine a nossa petição para pedir que a National Geopraphic pare de disseminar ciência falsa e de promover a agenda revolucionária da esquerda.

Mais uma vez, muito obrigado pela atenção!

Atenciosamente,

Guilherme Ferreira e toda a equipa de CitizenGO

P.S.: Aproveito a ocasião para lhe indicar um importante documentário a respeito da ideologia de género. Chama-se 
O Paradoxo da Igualdade e está disponível com legendas em português no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=G0J9KZVB9FM. Vale a pena assistir ao documentário para obter informações objectivas sobre o carácter fraudulento da ideologia de género. Depois de ver o filme, não deixe de compartilhá-lo nas redes sociais!

CitizenGO é uma plataforma de participação cidadã 
que trabalha para defender a vida, a família e as liberdades fundamentais em todo o mundo. Para saber mais sobre CitizenGO, clique aqui, ou siga-nos via Facebook ou Twitter.






quinta-feira, 19 de janeiro de 2017


É o sol e não o homem a causa das alterações climáticas

Prepara-se um arrefecimento.

Pode até acontecer que este Inverno seja o começo.




Claude Brasseur, matemático, investigador em energias renováveis

Le «réchauffement climatique anthropique lié aux émissions de CO2» est pris fort au sérieux, surtout par des personnes de bonne foi qui veulent agir pour nous éviter de « cuire » dans un avenir plus ou moins proche. La vignette anti-pollution?

Pourtant, un refroidissement se prépare. Il se peut, même, que l’hiver actuel en soit le début. L’astronome Valentina Zharkova a fait récemment une découverte capitale : les taches solaires peuvent être prédites et elles sont signe de réchauffement s’il y en a beaucoup, de refroidissement s’il y en a peu.

Depuis des siècles, l’homme observe les taches solaires et le parallèle entre le nombre de taches et le temps qu’il fait. Il y a 200 ans, William Herschell, l’astronome qui a découvert la planète Uranus, attirait l’attention de ses collègues sur le lien entre le prix du blé en Angleterre et… le nombre de taches solaires. S’il y a peu de taches solaires, le ciel est couvert, il fait froid et les récoltes sont faibles; s’il y en a beaucoup, le ciel est dégagé, il fait chaud et les récoltes sont généreuses. D’épouvantables périodes de refroidissement climatique avec très peu de taches solaires – connues sous le nom de «Périodes de Maunder et de Dalton» – entre 1600 et 1800 ont été encadrées de périodes plus clémentes de 1300 à 1600 et de 1800 à 2000.

Aujourd’hui, le GIEC, organisme politique de l’ONU, financé pour démontrer le rôle climatique de l’homme, nie ou minimise l’importance des prédictions de Valentina Zharkova. Pourtant, un an plus tard, aucun astronome ou autre scientifique n’a émis la moindre critique sur sa découverte.1

Jusqu’en octobre 2015, l’évolution du magnétisme solaire qui conditionne, pour l’essentiel, ces variations du climat restait imprévisible.

La mathématicienne astronome Valentina Zharkova et ses collègues ont résolu ce problème à la Northumbria University (Angleterre) et un article a été publié dans la célèbre revue Nature.2

Que se passe-t-il ? Imaginons un double moteur thermique à la surface du Soleil. L’un est visible, l’autre – sous la surface — invisible.

Leur mécanique est presque synchrone. Le passé magnétique du Soleil peut alors être parfaitement reproduit… et le futur peut être décrit. Il nous annonce un refroidissement climatique pour bientôt…

Cette découverte recevrait le prix Nobel d’astronomie si un tel prix existait mais elle reste dans l’ombre car elle ridiculise définitivement les élucubrations du GIEC sur le rôle de l’homme dans les changements climatiques…3

«On» est allé jusqu’à s’organiser pour que la recherche sur Google, quand on tape « Valentina Zharkova », ne mène pas directement à son article mais à une pleine page de noms d’articles qui nient tous l’importance des conséquences de sa découverte pour le temps à venir. Ces articles sont souvent écrits par des personnes dont on ne mentionne pas les compétences…4

Pour finir, on ne pourra jamais libérer assez de CO2 à temps pour compenser la perte d’activité des plantes obligées de résister aux froids intenses annoncés pour 2030 ! Il s’agit, bien entendu, des régions où les températures seront encore suffisamment élevées pour permettre une végétation, pas de régions « polaires ». Et précisons que le CO2 seul est concerné. Il est accompagné le plus souvent de pollutions réelles, nocives. Il est évident que nous devons tout faire pour les diminuer…

En conclusion: préparons-nous à avoir froid – sans savoir à quel point nous aurons froid – et cessons d’écouter les lobbies pour qui « changement climatique » signifie uniquement « augmentation des bénéfices».

Notes:

[1] Ainsi, la quête du «boson de Higgs» a duré des décennies, tout comme la recherche de la mécanique solaire qui régit les taches solaires. Pour les deux recherches, on est arrivé à un degré de précision extrême qui les a fait passer du stade de «théorie» au stade de «découverte».

[2]  V. V. Zharkova et alt.: Heart Beat of the Sun from Principal Component Analysis and prediction of solar activity on a millenium timescale – Nature

[3] Al Gore a reçu le prix Nobel pour son film Une vérité qui dérange. Son contenu le plus impressionnant portait sur l’analyse des carottes de glace extraites des zones polaires. Celles-ci révèlent un parallèle étroit entre la variation de la température terrestre et le taux de gaz carbonique de l’atmosphère durant les 800.000 dernières années. Une analyse plus fine des glaces a montré que la croissance du CO2 suivait l’augmentation de la température et non le contraire, thèse fondamentale d’Al Gore et du GIEC. En fait, quand la Terre se réchauffe, les océans crachent leur CO25 ce rôle de l’homme qui est la seule justification des investissements dans l’éolien et autres «énergies renouvelables» ruineuses pour les citoyens. Énergies renouvelables qui devraient nous épargner des températures de plus en plus élevées, des catastrophes à tous les niveaux… alors que Valentina Zharkova nous apprend qu’une nouvelle «ère glaciaire» débute.6 De très violentes éruptions volcaniques refroidissent aussi occasionnellement la planète tandis que, à plus long terme, d’autres phénomènes liés à l’orbite terrestre jouent des rôles climatiques décisifs…

[4] Et je précise être mathématicien, avoir enseigné le cours d’astronomie à l’université de Lubumbashi (République démocratique du Congo) et me tenir au courant des recherches dans ce domaine passionnant.






UM KAMASUTRA PARA CRIANÇAS?









Um Kamasutra para crianças?


Este estranho psiquiatra é o ideólogo da chamada «educação sexual»

Um Kamasutra para crianças?

Graça Canto Moniz

Não faltará muito para que, copiando o exemplo brasileiro, o governo distribua um kit de prevenção contra a homofobia recheado de «manuais escolares» e outro tipo de «material» que estimula experiências auto-eróticas e homossexuais.

O leitor não deve ficar chocado com a pergunta que coloco no título. É que, em rigor, o Kamasutra para crianças existe. E, imagine, goza do alto patrocínio do Estado português na sua qualidade de grande educador das massas. Ainda assim, nem tudo está perdido: pelo menos, do conteúdo do dito manual não constam imagens explicativas. Refiro-me a um documento datado de Outubro de 2016 cujo título é «Referencial de Educação para a Saúde», carimbado pela Direcção-Geral da Saúde e pela Direcção-Geral da Educação, com o objectivo de promover «a educação para a saúde em meio escolar». É neste pedaço de prosa que se encontram as directrizes e orientações no que respeita, entre outros temas, aos «Afectos e Educação para a Sexualidade», dissecados em subtemas, objectivos e metas a atingir.

No que respeita à educação para a sexualidade (em relação aos afectos sabemos bem quem é o titular da cátedra...), o referencial pedagogicamente explica que, apesar da ubiquidade do sexo, a escola é o local onde os alunos [do pré-escolar e do ensino básico] manifestam, de forma mais impressiva, os desenvolvimentos sexuais nos vários ambientes, incluindo «na relação com os docentes e trabalhadores». A prosa social construtivista desenvolve-se entre orientações várias no que respeita às «relações afectivas» e aos «valores» até ao subtema 4, sob o manto diáfano do «desenvolvimento da sexualidade», onde se prevê, em antecipação precoce do processo de erotização natural de desenvolvimento infantil, o objectivo de os alunos do pré-escolar adquirirem «uma atitude positiva em relação ao prazer e à sexualidade». O Estado quererá ensinar bebezinhos de três anos a ter prazer? Por fim, o referencial propõe ainda ensinar os alunos do 2.º Ciclo (5.º e 6.º anos) a distinção entre interrupção voluntária e involuntária da gravidez.

Não faltará muito para que, copiando o exemplo brasileiro, o governo distribua um kit de prevenção contra a homofobia recheado de «manuais escolares» e outro tipo de «material» que estimula experiências auto-eróticas e homossexuais. É, contudo, lamentável que o Estado arrogue para si o direito de, através de um manual de instruções, construído de forma centralizada, definir unilateralmente um modelo único de educação para a sexualidade. Profundamente relacionadas com o conjunto de valores que cada família escolhe, em liberdade, as escolhas quanto à educação sexual devem, impreterivelmente e em primeira instância, passar pelo crivo familiar, pelo respeito pela sensibilidade, pelas questões de consciência e pela autonomia dos pais.