sábado, 18 de março de 2017

Iniciativa da Casa Branca para derrotar o Islão radical


Daniel Pipes e Christopher C. Hull, The Washington Times, 20 de Fevereiro de 2017



Quem é o inimigo? Já se passaram mais de 15 anos desde que ocorreram os ataques do 11 de Setembro e esta questão fundamental ainda nos atormenta. Faziam parte das respostas meritórias: malfeitores, extremistas violentos, terroristas, muçulmanos e islamistas.

Para ilustrar como não responder a esta questão, em 2010 a Administração Obama formou o Grupo de Trabalho para o Combate ao Extremismo Violento (CVE em inglês) incluindo participantes que apareceram com pérolas do tipo: a classificação da «Jihad como guerra santa é uma invenção europeia», a volta do Califado é «inevitável», a Sharia (lei islâmica) é «mal interpretada» e o «terrorismo islâmico é uma contradição de termos... pelo facto do terrorismo não ser islâmico por definição». Qual foi o resultado? O grupo produziu uma propaganda útil ao inimigo (sem dar nomes aos bois).

Como não responder ao terrorismo: Cúpula na Casa Branca
para Combater o Extremismo Violento, estrelando Barack Obama.
Diferentemente, o então candidato à presidência Donald Trump preferiu um forte discurso em Agosto de 2016 indicando como ele, se eleito presidente, iria «Fazer a América Segura Novamente.» Nele prometeu: «um dos meus primeiros actos como presidente será o de estabelecer uma comissão para tratar do Islão radical». Observação: ele disse Islão radical, não qualquer tipo de eufemismo como extremismo violento.

A meta da comissão, destacou ele, «será a de identificar e explicar ao povo americano o cerne das convicções e crenças do Islão radical, para que possam identificar os sinais de alerta da radicalização e para expor as redes na nossa sociedade que dão suporte à radicalização». A comissão «irá incluir as vozes reformistas da comunidade muçulmana», com o objectivo de «desenvolver os novos protocolos para os agentes da polícia local, investigadores federais e agentes da imigração».

Donald Trump discursando em 15 de Agosto de 2016 sobre a necessidade
da formação de uma comissão para deliberar sobre o Islão radical.
Em 2 de Fevereiro a agência Reuters reportou que em conformidade com a declaração proferida em Agosto, a Administração Trump «deseja renovar e mudar o nome» do antigo CVE de Obama, que dirigia o foco exclusivamente em cima do islamismo. O simbolismo desta mudança, o nome Combate ao Extremismo Violento será alterado para «Combate ao Extremismo do Islão Radical» (ou para algo equivalente).

Para aproveitar ao máximo esta oportunidade histórica, o Middle East Forum elaborou um programa abrangente para a Comissão da Casa Branca sobre o Islão radical e como a administração deverá proceder. A seguir apresentamos um resumo da nossa apreciação da maneira da comissão trabalhar e impactar:

Estrutura. Para que haja resultados positivos, todos os integrantes da equipa deverão ser escolhidos pelo presidente. Muitas comissões consistiam de pessoas com ideologias e agendas contrastantes que martelavam relatórios autoconflitantes, desagradando à administração e depois acabaram por ser excluidos. Além disso é necessário aprender com as disputas da Comissão Tower, que carecia de poderes suficientes, além do precedente da Comissão Three Mile Island, que na realidade tinha poderes, a comissão precisa desfrutar do poder de intimar a apresentação de documentos, condução coercitiva e concessão de imunidade.

Outra maneira equívoca de responder ao terrorismo:
Ronald Reagan e o relatório da Comissão Tower
Pessoal. A comissão deverá incluir uma combinação de especialistas em violência política e em Islão radical, bem como representantes eleitos, representantes dos agentes da lei, militares, inteligência e comunidades diplomáticas, especialistas em tecnologia, muçulmanos reformistas (conforme insistência do presidente) e vítimas do Islão radical. Também deverá contar com intermediadores para fazerem o meio do campo, em última análise, com aqueles que irão implementar as recomendações da comissão: secretários dos departamentos de Estado, Departamento de Segurança Nacional, Procurador Geral e o director da CIA.

Instrução. A comissão deverá estender-se no compromisso de Trump de explicar o cerne das convicções dos islamistas (ou seja, a aplicação plena e rigorosa da Sharia), expor as suas ramificações e desenvolver novos protocolos para a aplicação da lei. Além disso, deverá examinar a fonte dos recursos dos islamistas e como interrompê-la, descobrir como impedir que usem a Internet, apresentar mudanças nas práticas de imigração e avaliar como o politicamente correcto impede uma avaliação honesta do Islão radical.

Implementação. Para que o trabalho da comissão seja relevante, deverá estar concatenada com as agências federais para acumular dados e elaborar recomendações, redigir ordens e legislação executivas, fornecer documentos de suporte, preparar solicitações de propostas, esboçar memorandos para os governos estaduais e locais, recomendar pessoal e delinear orçamentos. Para encerrar, a comissão deve estar cônscia de que as suas recomendações poderão ser usadas como prova em processos penais, como já aconteceu diversas vezes no passado (por exemplo, nas comissões Warren, Rogers e Tower).

O objectivo geral da Comissão da Casa Branca sobre o Islão radical deve ser o de unir o povo americano em torno de um entendimento comum sobre a natureza do inimigo, como o inimigo pode ser derrotado e pormenores para que este objectivo possa ser alcançado.

Quem sabe se isto irá iniciar o processo, demasiadamente atrasado, de vencer uma guerra que já se estendeu demais. Os Estados Unidos possuem todas as vantagens económicas e militares, faltam-lhes somente uma política e uma estratégia, que a nova administração, contando com uma comissão de primeira linha, poderá finalmente executar.

Daniel Pipes (DanielPipes.org, @DanielPipes) é o presidente do Middle East Forum. 

Christopher C. Hull (IssueManagement.net, @ChristopherHull) é o presidente do Issue Management, Inc.





quinta-feira, 9 de março de 2017

Segundo um relatório oficial, os «Irmãos Muçulmanos» pretendem construir uma sociedade paralela na Suécia




Anne Dolhein, Reinformação.TV, 8 de Março de 2017

Un rapport commandé par une agence du ministère de la Défense de la Suède, publié vendredi, met en garde contre l’objectif des Frères musulmans de construire une société «parallèle» dans le pays, grâce à la culture de «tolérance» qui a cours en Suède. Le rapport officiel, remis à l’agence de protection civile MSB, est étonnant de franchise. Il accuse les Frères musulmans d’infiltrer les organisations et des partis politiques pour parvenir à leurs fins.

Le rapporteur principal, Magnus Norell, et ses coauteurs n’hésitent même pas à dénoncer les «élites politiques» coupables selon eux d’avoir imposé une doctrine du multiculturalisme et du silence qui offre un boulevard aux organisations «antidémocratiques» comme les Frères musulmans.

Le rapport a été accueilli avec colère en Suède où les musulmans, notamment, dénoncent une présentation délétère de leur religion, et de manière générale on parle d’une analyse «complotiste».

Un rapport officiel dénonce la culture de la tolérance en Suède

Pour les auteurs du rapport, il est au contraire évident que les Frères musulmans travaillent à faire augmenter le nombre de musulmans pratiquants en Suède, en essayant de faire reculer la laïcité et de noyauter des partis politiques, des ONG et même des institutions universitaires. Tout cela à la faveur de la valeur accordée à «l’acceptation» des citoyens qui sont «en un sens ou dans un autre différents de la majorité».

Le rapport analyse également le type d’islam promu par les Frères musulmans: il est décrit comme une idéologie politique totalitaire née de l’islam, dans lequel le rapport reconnaît une religion. Autant dire que les auteurs ne vont pas jusqu’au bout de leur étude: l’islam a certes une dimension religieuse mais prône une théocratie sans distinction du spirituel et du temporel, c’est sa nature.

Mais là où le rapport voit juste, c’est quand il dénonce la «difficulté à s’opposer à ce qui a la surface, apparaît comme les droits religieux» d’une minorité vulnérable. Critiquer l’islam, de ce fait, expose l’imprudent à se faire traiter de «raciste» ou d’«islamophobe», avec des risques non négligeables pour sa carrière… Les auteurs pensaient-ils à leur propre cas?

Les Frères musulmans de Suède veulent fabriquer des musulmans pratiquants

Toujours est-il que de nombreuses voix se sont levées pour dénoncer la publication du résultat de leur enquête, 22 universitaires et «experts en religion» ont ainsi publié un message sur un blog mettant en cause la méthodologie de leur travail.

Magnus Novell ne s’est pas démonté: «Avaient-ils fumé quelque chose avant de lire le rapport? Il suffit de le lire. Si quelqu’un ne l’accepte pas, je n’y peux pas grand-chose. C’est démontré».

Le rapport accuse notamment les activistes des Frères musulmans de menacer la cohésion sociale de la Suède en construisant des structures sociales parallèles qui vont notamment dans les années à venir attirer les migrants d’Afrique et du Proche-Orient «qui vont probablement continuer de venir dans les prochaines années, à la fois en tant que membres des familles et comme réfugiés…».

L’islam est un tout, c’est pourquoi les Frères musulmans créent une société parallèle

Le rapport a tout faux, rétorquent les 22 universitaires qui se sont mobilisés pour le discréditer, en ce qu’il «semble conclure que l’islam de Suède est un phénomène homogène et que les musulmans suédois sont conduits par les Frères musulmans». «C’est une conclusion qui contredit la recherche dans son ensemble, qui indique plutôt que la communauté musulmane est diverse et qu’il y a de la concurrence entre les groupes musulmans», affirme-t-il.

Mais les Frères musulmans n’en sont pas moins influents, particulièrement actifs en Europe et fermement attachés à la création d’un califat sunnite. Les gouvernements de Bahreïn, d’Égypte, de Russie, d’Arabie saoudite et des Emirats arabes unis les considèrent comme un groupe terroriste. C’est sans doute une manifestation de cette rivalité musulmane dont parlent les universitaires. Mais la liberté de manœuvre des «Frères» dans le pays d’Occident n’en est pas moins inquiétante.





sexta-feira, 3 de março de 2017

Trump no Congresso: ele tocou os estômagos, os corações e os espíritos!

Então, Pelosi, McCain et Graham… vem ou não este golpe de estado?...

André Archimbaud, Bvoltaire, 2 de Março de 2017

Il y a ceux qui se rendent au chevet de jeunes innocents martyrisés par l’implacable police. Il y a ceux qui prospèrent dans le clientélisme ethno-catégoriel. Il y a ceux qui rééduquent la jeunesse, le peuple, la nation, le monde. Bref, ceux qui adorent les idoles. Et puis il y ceux qui choisissent de vivre, renversent les idoles, rassemblent, montrent le chemin, donnent un sens à la politique. Les révolutionnaires…

Le discours de Donald Trump du 28 février 2017 restera dans les annales de la politique américaine. Certes, un discours est seulement un discours, fait de quelques mots juxtaposés par des rédacteurs professionnels, et récités avec plus ou moins de talent. Mais les Américains ont eu droit à plus que ça: une cérémonie, celle de la fusion des institutions avec un homme, une fois de plus sous-estimé par ses adversaires. Une dernière chance pour ces institutions de fusionner avec le peuple…

Trump, diabolique, leur a donné cette chance. Et les idoles vacillent. Une majorité des élus républicains est tombée sous le charme.

Une minorité des élus démocrates également. Ces derniers ont donc un choix: ou bien répondre aux appels à l’unité pour réparer le pays et lui rendre la prospérité, ou bien continuer de respecter les mots d’ordre de grève donnés par Soros, Pelosi et les donateurs dans les salons de l’hôtel Mandarin de Washington, le 13 novembre dernier. Ordre renouvelé le 21 janvier à Miami par le clintonien David Brock, fort de sa récente cagnotte: American Bridge.

Le matin même, Pelosi claironnait qu’un effort méthodique visant l’impeachment de Trump était en route. Il suffisait de voir son visage le soir, au Capitole, tout comme celui d’Elizabeth Warren, ou ceux de ses vieillissantes collègues déguisées en «vestales» au blanc virginal, celui du droit des femmes, pour comprendre qu’il se passait quelque chose d’imprévu.

Certes, Pelosi avait invité ses contingents d‘immigrant illégaux, les «dreamers», croyant faire mouche. Mais la culpabilisation changea de bord. Champion de la contre-attaque, Trump avait invité les familles de citoyens dont les proches avait été tués par des repris de justice, immigrants illégaux. Il mit les victimes à l’honneur, devant environ 50 millions de téléspectateurs et internautes, ovation après ovation. Mais, surtout, maître de l’esquive, il sut concentrer les cœurs sur l’essentiel: le patriotisme, incarné par Carryn Owens, la jeune veuve du commando de marine Ryan Owens, tout récemment mort au Yémen… au cours d’une mission qualifiée d’incompétente par le pontifiant et cacochyme sénateur républicain McCain. Pas de chance! Les parlementaires accordèrent plus de deux minutes d’applaudissements à la veuve, les yeux au ciel, évoquant les mânes de son époux. McCain rongeait le tapis…

Moment fusionnel… Van Jones, le chroniqueur de CNN habituellement si hostile à Trump, concluait: «C’est à ce moment précis [que Trump] est devenu président, point final!»

Ayant touché les tripes et le cœur, restait au président la tâche de convaincre les esprits en traçant un plan d’action simple et clair, et surtout le plus bipartisan possible: en insérant des coins entre les establishments des deux partis et leurs «travailliste patriotiques», il a tenté de les rallier à des politiques communes (fiscalité, santé, infrastructure, immigration). Le 1er mars, la Bourse exulte. La Russie un peu moins…

Alors, Pelosi, McCain et Graham… il vient ou pas, ce coup d’État?




O futuro demográfico muçulmano na Alemanha


Fora com os idosos, bem-vindos os jovens...

Soeren Kern, Gatestone, 2 de Março de 2017

Original em inglês: Germany's Muslim Demographic Future
  • Os críticos da política de imigração de portas abertas na Alemanha estão a alertar que o recente salto da população muçulmana na Alemanha – que já ultrapassou pela primeira vez a casa dos seis milhões de pessoas em 2016 – mudou para sempre a cara do país.
  • O preço para inverter o declínio demográfico na Alemanha parece ser islamizar ainda mais o país, sob o pretexto do multiculturalismo.
  • Com uma taxa de fertilidade de 1,6 nascimento por mulher, bem abaixo da taxa de substituição populacional de 2,1, a Alemanha irá necessitar de um influxo permanente de 300 000 migrantes por ano a fim de manter estável o nível da população actual até ao ano 2060, segundo o documento.
  • «Estamos a importar o extremismo islâmico, o anti-semitismo árabe, conflitos nacionais e étnicos de outros povos, bem como um entendimento diferente de sociedade e lei. As agências de segurança alemãs não têm condições de lidar com estes problemas de segurança importados e as consequentes reacções da população alemã» − documento tirado da inteligência alemã.
  • Há mais de uma década, o historiador Bernard Lewis alertou que se as propensões migratórias actuais continuarem, a Europa será islâmica até ao final do século XXI. As elites políticas na Alemanha estão na vanguarda de tornar essa previsão uma realidade.
A Alemanha terá que absorver anualmente 300 000 migrantes nos próximos 40 anos para conter o declínio populacional, de acordo com um parecer tirado do governo.

Os excertos do documento que foram publicados pelo Rheinische Post em 1 de Fevereiro, revelam que o governo alemão conta com a migração contínua de um grande contingente de pessoas — aparentemente de África, Ásia e Médio Oriente — para manter a dimensão da actual população alemã (82,8 milhões) estável até 2060.

O documento indica que a decisão da chanceler Angela Merkel de permitir a entrada no país de cerca de 1,5 milhões de migrantes, na sua maioria muçulmanos, entre 2015 e 2016 não foi primordialmente um gesto humanitário mas sim uma iniciativa calculada para evitar o declínio demográfico da Alemanha e preservar a viabilidade do futuro e do bem estar social do Estado alemão.

Se a maioria dos novos migrantes que chegarem à Alemanha nas próximas quatro décadas forem do mundo islâmico, a população muçulmana da Alemanha poderá saltar para bem mais de 20 milhões e representar mais de 25% da população alemã em 2060.

Os críticos da política de imigração de portas abertas na Alemanha estão a alertar que o recente salto da população muçulmana na Alemanha – que já ultrapassou, pela primeira vez, os seis milhões de pessoas em 2016 – mudou para sempre a cara do país.

A migração em massa está a impulsionar apressadamente a ascensão do Islão na Alemanha, conforme evidenciado pela proliferação de zonas proibidastribunais da Shariapoligamiacasamentos de crianças e violência em nome da honra. A migração em massa também é responsável pelo caos social, incluindo ataques jihadistas, a epidemia de estupros cometidos por migrantes, a crise na saúde pública, o aumento da criminalidade e a corrida de cidadãos alemães para comprarem armas para defesa pessoal – e até mesmo abandonaarem para sempre a Alemanha.

O governo não disse como pretende integrar outros milhões de muçulmanos em potencial na sociedade alemã. O preço para inverter o declínio demográfico na Alemanha parece ser islamizar ainda mais a Alemanha, sob o pretexto do multiculturalismo.

Segundo o documento que foi elaborado pelo Departamento Federal de Estatística (Destatis), o Governo havia previsto anteriormente que a população da Alemanha cairia do patamar de 82 milhões para 73 milhões até ao ano de 2060 – ou até mesmo para 67,6 milhões na pior das hipóteses. Esta estimativa já está a ser revista, no entanto, com base num novo recálculo das previsões em relação à imigração, taxas de natalidade e expectativa de vida.

Devido à migração líquida positiva (mais pessoas a entrar no país do que saindo), a população alemã aumentou em 1,14 milhões de habitantes em 2015 e mais 750 000 em 2016, para atingir o recorde histórico de 82,8 milhões no final de 2016, segundo estimativas preliminares do Destatis.

Com uma taxa de fertilidade de 1,6 nascimento por mulher, bem abaixo da taxa de substituição populacional de 2,1, a Alemanha irá necessitar de um influxo permanente de 300 000 migrantes por ano a fim de manter estável o nível da população actual até o ano 2060, segundo o documento.

O documento torna saliente a necessidade de integrar rapidamente os migrantes no mercado de trabalho, de modo que possam começar a contribuir para o sistema de bem estar social. «Com base em experiências passadas, isto não será nada fácil e levará bem mais tempo do que o esperado inicialmente», admite o documento. «O sucesso será visível somente a médio e a longo prazo».

Uma pesquisa recente realizada pelo Frankfurter Allgemeine Zeitung constatou que as 30 maiores empresas alemãs empregam apenas 54 refugiados, incluindo 50 que foram contratados como entregadores do provedor de logística Deutsche Post. Os executivos da empresa dizem que o principal problema é que os migrantes não possuem qualificações profissionais e conhecimento da língua alemã.

De acordo com o Departamento Federal do Trabalho, o nível educacional dos migrantes recém-chegados na Alemanha é bem mais baixo do que o esperado: apenas um quarto tem diploma do ensino médio, ao passo que três quartos não têm nenhuma formação profissional. Somente 4% dos recém-chegados à Alemanha são altamente qualificados.

Por agora a grande maioria dos migrantes que entraram na Alemanha em 2015 e 2016 estão sob a tutela do estado alemão. Os contribuintes alemães pagaram aproximadamente US$ 23,4 bilhões de ajuda aos refugiados e candidatos a asilo em 2016 e irão pagar um montante mais ou menos igual em 2017.

Um documento do Ministério da Fazenda revelou que a crise migratória pode custar aos contribuintes alemães US$ 101 bilhões até 2020. Cerca de US$ 27,73 bilhões seriam gastos em programas sociais como seguro de desemprego e apoio à habitação. Cerca de US$ 6,15 bilhões seriam destinados a cursos de línguas e US$ 4,96 bilhões para a integração dos refugiados no mercado de trabalho.

A migração em massa também aumentou a procura pela habitação, pressionando para cima os custos de arrendamento para os alemães comuns. Cerca de 350 000 novos apartamentos são necessários por ano para levar em conta a procura, mas apenas 245 000 apartamentos foram construídos em 2014 e 248 000 em 2015, segundo o Rheinische Post.

Enquanto isto, os migrantes cometeram 208 344 crimes em 2015, segundo um relatório da polícia. Este número representa um salto de 80% em relação a 2014, o que significa cerca de 570 crimes cometidos por migrantes por dia, ou seja: 23 crimes a cada hora, entre Janeiro e Dezembro de 2015.

Um documento tirado da inteligência alemã alertou que a migração em massa do mundo muçulmano terá como consequência o aumento da instabilidade política no país. O documento alertou que «será impossível integrar centenas de milhares de imigrantes ilegais dados os enormes contingentes envolvidos e as sociedades paralelas muçulmanas já existentes na Alemanha». O documento acrescenta:

«Estamos a importar o extremismo islâmico, o anti-semitismo árabe, conflitos nacionais e étnicos de outros povos, bem como um entendimento diferente de sociedade e lei. As agências de segurança alemãs não têm condições de lidar com estes problemas de segurança importados e as consequentes reacções da população alemã».

Em entrevista concedida ao jornal Die Welt, um funcionário superior de segurança, que não se quis identificar, especificou:

«A entrada em massa de pessoas dos mais diferentes cantos do planeta levará o nosso país à instabilidade. Ao permitir esta migração em massa estamos a gerar extremistas. A sociedade inserida no contexto da maioria da população está-se a radicalizar pelo facto de não querer a migração, que está a ser imposta pelas elites políticas. No futuro muitos alemães irão afastar-se do estado de direito».

Um recente levantamento do YouGov constatou que 68% dos alemães acreditam que a segurança no país se deteriorou devido à migração em massa. Cerca de 70% dos entrevistados responderam que temem pelas suas vidas e pelos seus bens nas estações de comboios e metro na Alemanha e que 63% se sentem inseguros em grandes eventos públicos.

Uma pesquisa de opinião realizada pela INSA constatou que 60% dos alemães acreditam que não há lugar para o Islão na Alemanha. Quase metade (46%) dos entrevistados disseram estar receosos relativamente à «islamização» na Alemanha.

No entanto, se a eleição alemã fosse realizada hoje, Angela Merkel conquistaria facilmente mais um mandato de quatro anos como chanceler. Uma pesquisa de opinião realizada pela INSA encomendada pelo Bild em 2 de Fevereiro constatou que o Partido de Merkel, União Democrata-Cristã (CDU) agora no poder, venceria com 33% dos votos contra 27% para o Partido Social-Democrata de centro-esquerda (SPD) e 9% para o partido anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AFD).

Cálculo da população muçulmana da Alemanha

A Alemanha já compete com a França pela maior população muçulmana da Europa ocidental.

O aumento da população muçulmana na Alemanha está a ser alimentado pela migração em massa. Estima-se que 300 000 migrantes chegaram à Alemanha em 2016, isto fora mais de um milhão que chegou em 2015. Pelo menos 80% (800 000 em 2015 e 240 000 em 2016) dos recém-chegados eram muçulmanos, de acordo com o Comité Central de Muçulmanos da Alemanha.

Além dos recém-chegados, a taxa de crescimento da população muçulmana que já reside na Alemanha é de aproximadamente 1,6% ao ano (77 000), de acordo com dados extrapolados de um estudo realizado pelo Pew Research Center sobre o crescimento da população muçulmana na Europa.

Com base nas projecções do Pew, que foram proferidas antes da actual crise migratória, a população muçulmana na Alemanha chegaria a um número estimado de 5 145 milhões de pessoas até o final de 2015.

Adicionando os 800 000 migrantes muçulmanos que chegaram à Alemanha em 2015 aos 240 000 que chegaram em 2016, somados ao aumento natural de 77 000, a população muçulmana na Alemanha saltou 1 117 000, atingindo segundo estimativas 6 262 000 até o final de 2016. Isto equivale a aproximadamente 7,6% da população total da Alemanha de 82,8 milhões.

A população muçulmana na Alemanha poderá atingir 20 milhões já em 2020 segundo o presidente da Associação das Municipalidades Bávaras (Bayerische Gemeindetag), Uwe Brandl. A sua previsão baseia-se nas assim chamadas reunificações familiares – pessoas cujos pedidos de asilo serão aprovados irão subsequentemente trazer em média de quatro a oito membros da família para a Alemanha.

Há mais de uma década o historiador Bernard Lewis alertou que, se as propensões migratórias actuais continuarem, a Europa será islâmica até ao final do século XXI. As elites políticas da Alemanha estão na vanguarda de tornar esta previsão uma realidade.


Tradução: Joseph Skilnik





quarta-feira, 1 de março de 2017

Finlândia: Parlamento faz ouvidos moucos ao apelo da população contra «casamento» homossexual



Hélio Dias Viana, IPCO, 28 de Fevereiro de 2017

Na Finlândia, país nórdico com cerca de 5 400 000 habitantes, o Parlamento [foto acima] acaba de rejeitar, por 120 votos contra 48, um abaixo-assinado no qual 106 000 finlandeses pediam que o casamento entre um homem e uma mulher continuasse a ser o único reconhecido pela legislação do país.

Informaram à Agência Boa Imprensa os Srs. Jukka-Pekka Rahkonen e Pasi Turunen, líderes da associação Aito Avioliitto (Casamento autêntico), que estiveram à frente do referido abaixo assinado.

«A onda conservadora ainda não chegou à Finlândia. A luta acaba de começar. Estamos desapontados, mas não derrotados», declarou Rahkonen. [foto abaixo]

Ele prosseguiu: «Na Finlândia não temos uma lei de referendo. Se tivéssemos, as coisas teriam sido diferentes. A maioria do povo finlandês ainda é conservadora e, conforme pesquisa de 2014, a favor do casamento tradicional. São as elites culturais e políticas, juntamente com os média, que estão promovendo o ‘casamento’ homossexual».

Jukka-Pekka Rahkonen
«Mas as coisas vão mudar. Começámos agora a lutar para manter a liberdade de expressão e a liberdade de educar os nossos filhos com valores conservadores. A verdadeira luta deveria ter sido iniciada há 10 ou 20 anos. Realmente é um declive escorregadio e devemos ser mais audazes. A indolência é uma maneira 100% certa de perder a luta», concluiu.

Por sua vez, Pasi Turuni declarou: «É claro que esta decisão é uma decepção para muitos que tinham feito campanha incansavelmente pelo autêntico casamento. No entanto, não foi uma surpresa ter acabado assim. Tornou-se óbvio, ao longo do tempo, que há políticos radicais que não se preocupam realmente com argumentos racionais sobre o que é o casamento, sobre os direitos das crianças, sobre o significado de mãe e pai para uma criança. […] Como Estado membro da ONU e signatária vinculante da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança, a Finlândia deveria ter preparado essa avaliação ao aprovar esta lei».

Turuni [foto abaixo] acrescentou que «há factos que nenhuma lei pode mudar: os homens continuam sendo homens e as mulheres continuam sendo mulheres e só as uniões entre um homem e uma mulher podem produzir prole. Isto não muda. O casamento entre um homem e uma mulher sustenta toda a sociedade e leva-a mais longe. Isto não muda. As crianças têm o direito natural de ter uma mãe e um pai e somente a união de um homem e uma mulher pode sustentar este direito de nascimento de uma criança no casamento. Dois homens não podem ser uma mãe nem duas mulheres podem ser um pai de uma criança. Estes factos não mudam».

Pasi Turunen
Afirmou ainda que a nova lei, que entrará em vigor no próximo dia 1 de Março, «só pode ofuscar a verdade sobre o casamento, e trará confusão e desafios às escolas e aos lares, bem como à liberdade religiosa e de expressão».

Mas garantiu: «A Associação Aito Avioliitto vai continuar a trabalhar e defender o valor do casamento autêntico como uma união de um homem e uma mulher. Vamos participar na discussão cívica na praça pública, fazer com que a nossa voz seja ouvida nas questões legais, defender o casamento, e resistir a quaisquer tentativas de silenciar aqueles que defendem a verdadeira definição de casamento como uma união conforme estabelecido por Jesus Cristo.»







sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Socialistas franceses proíbem sites «enganosos» prò-vida


«Liberdade — Igualdade — Fraternidade»

ou as «amplas liberdades»


Chiara Bertoglio, Mercatornet, 21 de Fevereiro de 2017

Uma das citações mais mal atribuídas credibiliza a Voltaire com uma frase bem formada – que ele nunca escreveu. De qualquer forma, o pai do Iluminismo francês e dos seus valores, alegadamente proclamou: «Eu desaprovo o que diz, mas vou defender até à morte o seu direito de dizê-lo.» (Na verdade, a frase vem da pena de Evelyn Beatrice Hall).

Parece, no entanto, que os netos de Voltaire estão a desviar-se cada vez mais dos valores fundadores da sua República e da sua democracia, que são parcialmente resumidos na citação falsa. Na sua versão actualizada deve ler: «Eu desaprovo o que diz, mas vou defender até à morte o seu direito de concordar comigo.» Ou então, cala a boca.

De qualquer forma, é a mensagem que o Parlamento francês enviou para aqueles que discordam do aborto e que estão a usar a internet para informar às mulheres que não é o único, e muito menos a melhor resposta para uma gravidez indesejada. Na última quinta-feira, a Assembléia Nacional aprovou uma lei contra a «difusão de informações enganosas» sobre o aborto, um crime punível com pena máxima de dois anos de prisão e multa de US $ 30.000.

A medida expande o crime existente de «obstáculo ao aborto» – com o objectivo de impedir que activistas pró-vida falem às mulheres que entram em clínicas de aborto, ou organizem manifestações perto de clínicas e hospitais públicos – para incluir sites e «obstáculos digitais».

Num artigo precedente escrevi sobre o bagarre que (o combate que) cerca alguns Web site franceses da pró-vida. Ocasionalmente semelhantes em aparência aos sites oficiais do governo que fornecem informações sobre serviços de aborto, estes sites (muito bem sucedidos) têm o objectivo de ajudar as mulheres que estão a enfrentar uma gravidez difícil ou inesperada, encorajando-as a escolher a vida para seu bebé.

No último caso, nenhum mal está a ser feito a ninguém, especialmente porque as pessoas são perfeitamente livres para silenciar informações indesejáveis ​​com um clique numa janela do navegador. Nenhum pro-lifer francês aparece sob o seu laptop enquanto está a navegar na internet para «dificultar» a sua ida para uma clínica de aborto.

Sim, às vezes é muito difícil encontrar apoio legal para suprimir a liberdade de expressão em França, uma vez que a famosa liberté ainda está no lema da República. Neste caso, é preciso encontrar uma maneira oblíqua de obter o mesmo resultado.

Assim, os sites pró-vida devem ser encerrados não porque os seus conteúdos diferem da linha oficial sobre o aborto, mas porque parecem muito semelhantes aos sites oficiais pró-escolha e, portanto – é mantida – enganam as mulheres e fortalecem-nas a continuar a gravidez.

A ministra dos Direitos da Mulher, Laurence Rossignol, declarou:

«Os adversários do controle da natalidade estão a avançar disfarçados, ocultos atrás de plataformas [web-] que imitam sites institucionais ou linhas directas aparentemente oficiais. Os militantes pró-vida, entretanto, permanecerão livres para expressar a sua hostilidade contra o aborto. Desde que afirmem sinceramente quem são, o que fazem e o que querem.»

Mas o que isto significa na prática? De acordo com este relatório, a redacção da lei não é restritiva:

«Tal como está, pode ser usado para processar aqueles com qualquer «informação» que apresenta o aborto numa luz desfavorável e empurra as mulheres a não escolher o aborto. A lei não define quem tem autoridade para julgar se a informação é oficialmente «enganosa». Isso dependerá dos juízes em princípio e especificamente para a saúde e funcionários do governo.»

Quem está a enganar as pessoas neste debate é, pelo menos, aberto a questionar. O site oficial do aborto fala, por exemplo, sobre o aborto cirúrgico como uma «aspiração do ovo» e afirma que «o aborto não é a remoção de uma vida», como disse Rossignol na Assembléia Nacional. O site oficial diz que «todos os estudos sérios» mostram que não há efeitos psicológicos adversos a longo prazo do aborto, enquanto que o site IVG.NET pró-vida fornece evidências muito credíveis contra. Isto poderia, sob a lei, levar a queixas e acusações.

A Alliance Vita, uma rede pró-vida, denuncia a lei como um perigo para a «liberdade de expressão e de informação. [...] Não só a objectividade da informação é ameaçada, mas também qualquer prevenção das pressões que encorajam o aborto, que actualmente são negadas e ignoradas».

IVG.NET por sua vez não está pronto a recuar. O seu director M. Phillippe declara que não mudará «o conteúdo dos nossos sites ou a ajuda que fornecemos às mulheres por telefone, incluindo o convite para refletir».

Torna saliente que a tentativa de esmagar sites pró-vida estende-se aos meios de comunicação: nos oito anos que foram atacados, receberam apenas quatro minutos para colocar o seu ponto de vista – no canal da TV do Senado Público. Acrescenta:

«Nós, naturalmente, não exercemos» pressões morais e psicológicas ‘ou’ ameaças ou actos de intimidação». Mas o propósito desta lei (e a sua consequência) será permitir que o Planeamento Familiar nos assedie judicialmente sem que possamos retribuir condignamente por causa da sua impunidade de facto».

O Partido Republicano (centro-direita), que votou contra, concorda. Pretendem submeter o texto ao Conselho Constitucional, na esperança de o declararem contrário à Constituição francesa.

O golpe para a liberdade francesa é sério. De facto, o alvo maior do crime de «impedimento ao aborto» é susceptível de limitar dramaticamente os esforços das pessoas cujo único objectivo é ajudar as mulheres a escolher a vida.

Para citar Voltaire novamente, «Nós somos pró-escolha, desde que você escolha o que queremos.» (Podemos fazer mais uma citação falsa Voltaire, não podemos?).


Ver mais em: https://www.mercatornet.com/features/view/i-disapprove-of-what-you-say-and-will-make-darned-sure-you-cant-say-it/19386





Porque é que George Soros financia movimentos de esquerda? Entenda.


Alan Ghani, InfoMoney, 26 de Agosto de 2016

O casamento aparentemente contraditório entre um bilionário capitalista com grupos de esquerda desperta a seguinte pergunta: como um bilionário capitalista, especulador no mercado financeiro, decidiu financiar grupos de esquerda?  E porquê? Basicamente, porque muitos movimentos de esquerda não são necessariamente contra o capitalismo de George Soros, mas contra valores e princípios conservadores, base da Civilização ocidental, que representam obviamente uma resistência aos anseios globalistas de Soros e outros grandes capitalistas – tema muito discutido noutros países e totalmente obscuro no Brasil.

Recentemente, tivemos um facto marcante que nos ajudaria a entender a realidade do mundo actual e, para variar, passou despercebido pelos média: o esvaziamento de informações da fundação do bilionário George Soros, Open Society Foundation, a qual doa milhares de dólares para organizações de modelo esquerdista (progressista). Até 25 de Agosto, a lista completa dos documentos e das organizações de esquerda financiadas por Soros estava aqui (fonte primária).

O casamento aparentemente contraditório entre um bilionário capitalista com grupos de esquerda desperta a seguinte pergunta: como um bilionário, especulador do mercado financeiro, decidiu financiar grupos de esquerda? E porquê? Para quem acompanha os textos de Olavo Carvalho (aqui) e Flávio Morgenstern, esse casamento entre os metacapitalistas e as esquerdas não traz grandes surpresas, pelo contrário, é perfeitamente compatível com os movimentos progressistas de hoje.

De acordo com o intelectual Flávio Morgenstern (em óptimo Podcast sobre o tema, no qual resumo parte das ideias abaixo), para compreender o casamento entre George Soros e grupos de esquerda, é fundamental entender quais são os objectivos da esquerda hoje e o que é Globalismo, fenómeno muito debatido no mundo, mas pouco discutido no Brasil.

Segundo Morgenstern, o grande objectivo da esquerda é um mundo de paz entre as pessoas. Assim, para se alcançar a PAZ, na lógica esquerdista, seria necessário um Estado forte, além das fronteiras de um país, capaz de destruir todas as fontes de desigualdades na sociedade, seja ela racial, sexual ou até de rendimento. Mais do que isso, se tivéssemos um Estado com controle absoluto sobre a sociedade, acima das forças locais de um país, não haveria motivos para as nações entrarem em guerra. E é exactamente aí que entra o Globalismo de George Soros.

Teoria da conspiração? O brilhante filósofo inglês, Roger Scruton (ver obra Como ser um Conservador), diz-nos que não. Segundo ele, a União Europeia foi criada justamente para ser um Estado acima dos governos locais a fim de evitar mais guerras na Europa. O ponto chave é que a união entre os povos não ocorreu de maneira espontânea, popular, de baixo para cima, mas imposta por uma agenda globalista onde as pessoas comuns não se vêm representadas pelas novas normas e leis impostas para a sociedade pelos burocratas de Bruxelas. A saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) só mostrou este descontentamento popular com a agenda globalista.

Se de um lado, a União Europeia é um exemplo real que nos ajuda a entender o Globalismo; por outro, a relação entre o financiamento dos globalistas (George Soros) com movimentos de esquerda não parece ser tão óbvia. Porque a Fundação de George Soros financia ONGs, «colectivos» e movimentos que defendem ideologias que hoje caracterizam a nova esquerda (new left): feminismo, ideologia de género, black lives matter, gayzismo, abortismo, legalização das drogas, livres fronteiras para imigração, desarmamentismo, descriminalização da pedofilia, etc?

A razão é simples, muitos destes movimentos de esquerda não são necessariamente contra o capitalismo de George Soros, mas contra valores e princípios conservadores, base da Civilização ocidental, que representam obviamente uma resistência aos anseios globalistas das famílias Soros, Rockfeller, Ford, entre outras.

Uma hipótese plausível é que para estes metacapitalistas, colarem em prática o seu projecto de governo global – novamente, tema amplamente discutido no primeiro mundo – é necessário enfraquecer qualquer resistência a esse super governo. Evidentemente que todos os elementos defendidos pela direita, principalmente pelos conservadores, são uma resistência ao poder global, tais como a família, a religião judaico-cristã, os poderes locais, o respeito às tradições, aos costumes e à liberdade individual. Por exemplo, é muito difícil um governo moldar um comportamento numa sociedade em que os valores são transmitidos pela família ou pelo convívio social, e não pelo Estado. Na mesma linha, é quase impossível um governo impor a sua agenda diante de costumes e tradições tão enraizadas na sociedade. Por outras palavras, estes elementos conservadores representam uma resistência a qualquer tentativa de CONTROLE de governos sobre a sociedade civil.

Por isso, o que é perfeitamente compreensível que George Soros, um super capitalista, financie agendas progressistas mundo afora: os movimentos de esquerda de hoje lutam contra princípios conservadores, que são elementos d resistência ao projecto globalista de George Soros. Mais do que isso, muitos destes movimentos progressistas não lutam pelos mais oprimidos, mas vendem-se como bem-intencionados, politizando problemas de facto reais, para imporem a sua ideologia sobre a sociedade. Por exemplo, é evidente que existe machismo em diversas partes do mundo; o problema é politizar o tema para impor uma ideologia e um CONTROLE sobre a sociedade, transformando todo o homem num potencial machista e toda a mulher numa potencial vítima. Por outras palavras, por meio de uma guerra de narrativas, exploram-se ressentimentos para imporem uma agenda antiliberal e anticonservadora sobre a sociedade, financiada com o dinheiro de Soros.

Por fim, será que é mera coincidência que uma pessoa adepta da ideologia de género defenda também o desarmamento da sociedade civil, o aborto, o poliamor, ridicularize o cristianismo e admire o Obama? Porque será que é tão previsível saber a opinião dos Gregórios Duviviers e dos cools da Vila Madalena e do Leblon sobre imigração, legalização das drogas, aborto, cotas, etc? Porque será que tantas pessoas pensam em bloco sobre todos estes temas? Não sei. Talvez George Soros saiba a resposta.