sábado, 22 de abril de 2017
PPD-PSD: da crise de valores à crise de comadres
Luís Lemos
Enquanto os militantes e os eleitores fiéis do PPD-PSD aguardam ansiosamente o combate à geringonça que desgraça Portugal, as cúpulas do Partido digladiam-se.
Mas não por esta ou aquela causa nobre ou supostamente nobre.
Digladiam-se movidas por imediatos interesses pessoais dos membros dessas seitas.
Seitas secretas ou às claras, económicas ou de carreiras, «socialmente correctas» ou criminosas, ou tudo ao molho.
Uma vergonha.
Esta triste realidade é particularmente visível na Concelhia e na Distrital de Lisboa.
Gente completamente desqualificada candidata-se, recandidata-se, manobra...
Não faltam os apoios de ditos «notáveis», em socorro desta ou daquela seita, em que o Santana dá o mote.
Lá para cima, o eutanasista Rui Rio, em representação de outra seita, espreita a sua oportunidade.
Para candidata à Câmara de Lisboa foi escolhida a conhecida apoiante do lóbi homossexualista Teresa Leal Coelho (a colega do famoso Vale e Azevedo), já na continuação do «coordenador» José Eduardo Martins, outro apoiante do referido lóbi.
E os seus críticos não são melhores, apenas pertencem à concorrência interna.
Em que ficamos?
Em que estado está o PPD-PSD?
Onde estão as causas de tudo isto?
Que fazer perante tudo isto?
Portugal Laranja tem a resposta.
https://sol.sapo.pt/artigo/559321/psd-lisboa-teresa-leal-coelho-impoe-nomes-para-as-24-juntas
Suécia teme a agressividade de Moscovo e intensifica rearmamento
Revista Catolicismo, n.º 796, 20 de Abril de 2017
A Suécia, que nutria até há pouco um pacifismo visceral, agora, diante da agressividade de Putin, restabeleceu o serviço militar obrigatório. As provocadoras manobras da marinha e da força aérea russa nas fronteiras do país escandinavo geram grande temor.
Nova lei dispõe o alistamento de 13 000 dos 88 000 jovens nascidos em 1999. O Ministério da Defesa calcula que a partir de 2023 precisará anualmente de 8 000 soldados a mais. Setenta por cento dos suecos declararam-se favoráveis a esse recrutamento.
quinta-feira, 20 de abril de 2017
EUA e China frente a frente com as ameaças da Coreia do Norte
![]() |
| A Coreia do Norte
intensificou as ameaças de ataque nuclear aos E.U.A.. Os mísseis são feitos com partes contrafaccionados ocidentais passadas pela China |
Luis Dufaur, Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, 19 de Abril de 2017
Após insistentes provocações nucleares e missilísticas a Coreia do Norte caminhava a achar que vivia na era da impunidade que a moleza de Barack Obama lhe tinha garantido.
Mas agora, uma frota liderada pelo porta-aviões USS Carl Vinson navega à distância de fogo das suas paupérrimas, mas eriçadas bases militares.A Agência Central de Notícias de Pyongyang achou «ultrajante» a manobra escreveu o «Chicago Tribune».
A presença de navios de guerra americanos na região é habitual, mas o secretário de Estado americano Rex Tillerson esclareceu: «Se alguém viola os acordos internacionais, não cumpre os seus compromissos, e se transforma numa ameaça para os outros, num dado momento alguma resposta lhe deve ser dada», acrescentou o «Chicago Tribune».
A China percebeu logo que as intimidações do ditador norte-coreano Kim-Jong-Un com os seus mísseis contrafaccionados e de pontaria não demonstrada de pouco servem. Então decidiu intervir sorrateiramente.
De facto, a China constitui o grande problema por trás do exibicionismo e a arrogância de Pyongyang.
Segundo o jornal chinês «The Epoch Times» editado em Nova Iorque, fontes dos media sul-coreanos dizem que 150 mil médicos e pessoal de apoio do Exército de Libertação Popular (ELP) da China foram mobilizados ao longo do rio Yalu, que a separa da Coreia do Norte.
Esta mobilização foi precipitada pela movimentação do grupo naval liderado pelo porta-aviões Carl Vinson, que se encaminhou para a Península Coreana em 8 de Abril, mudando o seu rumo original.
O presidente dos E.U.A. Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping encontraram-se na Flórida entre os dias 6 e 8 de Abril. E foi num jantar que o chinês ficou a saber que o americano tinha ordenado bombardear a Síria, escreveu «The Guardian».
O recado foi claro. Xi Jinping saiu satisfeito com as conversações e comprometido a conduzir a crise nuclear norte-coreana a uma conclusão pacífica.
Mas Xi percebeu logo o que pode acontecer na Coreia. Ele sabe que a China nem sequer tem como enfrentar militarmente os E.U.A.. Mas os imensos investimentos ocidentais no seu território são uma arma de chantagem de primeira magnitude.
![]() |
| O grupo de tarefas do USS Carl Vinson navega no Mar do Sul da China |
A Coreia do Norte, ditadura comunista e um dos regimes mais repressivos do mundo tem graves dificuldades para alimentar basicamente a quem não é do Partido Comunista.
Embora a sua infra-estrutura industrial e tecnológica seja deplorável, já detonou pelo menos cinco bombas nucleares subterrâneas e testou mísseis civis e militares que seriam capazes de atingir os E.U.A..
Num desses testes, a marinha da Coreia do Sul recuperou partes completas dos motores de um míssil que caiu no mar. As peças foram analisadas por especialistas internacionais, noticiou «The Washington Post».
Os testes constataram que muitas partes terminantes, incluindo software e peças vetadas à venda para a Coreia do Norte, tinham sido adquiridas no exterior usando empresas chinesas como intermediários.
O Unha-3 que pôs em órbita o satélite Kwangmyongsong-4 em 7 de Fevereiro de 2016, foi o mais poderoso feito pelo regime de Kim Jong Un. Media mais de 30 metros de altura e era capaz de despejar engenhos nucleares em cidades remotas como Washington.
Nos restos do Unha-3 foi recuperado um vasto leque de partes electrónicas fabricadas em países ocidentais e encaminhadas para a Coreia do Norte pela própria China.
A contrafacção não impediu que explodisse logo após a ignição o míssil agendado para partir durante as espalhafatosas manifestações militares pelo aniversário do ditador Kim-Jong-Un.
A Coreia do Norte «é um regime imprevisível e agora tem capacidade nuclear», disse o assessor de segurança nacional tenente-general H. R. McMaster no Fox News Sunday.
«O presidente Xi e o presidente Trump concordaram que isso é inaceitável, o que deve acontecer é a desnuclearização da Península Coreana».
Em 10 de Abril, o presidente Trump indicou numa mensagem de Twitter: «expliquei ao presidente da China que um acordo comercial com os E.U.A. será muito melhor se eles resolverem o problema da Coreia do Norte!»
E acrescentou: «a Coreia do Norte está à procura de problemas. Se a China decidir ajudar, isso seria óptimo, se não, resolveremos o problema sem eles!»
![]() |
| O aniversário do ditador foi um paroxismo de exibicionismo e intimidações |
Actividade inusual, inclusive um visita do jacto privado do ditador, foi fotografada por satélite, segundo «The Washington Post».
Simultaneamente, os E.U.A. lançaram a sua mais potente bomba não-nuclear sobre um conjunto de túneis e cavernas do Estado Islâmico em Achin, província de Nangarhar, Afeganistão, perto da fronteira com o Paquistão.
Foi a primeira vez que os EUA usou a bomba GBU-43 MOAB (Massive Ordenance Air Blast) em conflito conhecida como a «mãe de todas as bombas» pelas suas 11 toneladas de explosivos.
Nos mesmos dias a imprensa americana revelou o momento em que presidente Trump comunicou o bombardeamento da Síria ao presidente Xi Jinping, com quem jantava.
Trump também comentou, aliás pouco polidamente: «Acredito que faremos muita pressão sobre a Rússia para que garanta que teremos paz, porque francamente se a Rússia não tivesse apoiado esse animal (o ditador da Síria), agora nós não teríamos problemas», segundo o «The New York Times».
Já aconteceu na Síria… O que pode acontecer na Coreia do Norte e no mundo?
terça-feira, 18 de abril de 2017
Dentro e fora do país, aumenta a saturação em relação a Putin
![]() |
| Protestos
contra a corrupção em 99 cidades da Rússia foram animados pelos jovens |
Luis Dufaur, Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, 17 de Abril de 2017
Manifestações contra a corrupção predominante no Kremlin reuniram em Março muitos milhares de pessoas em quase cem cidades da Rússia. A aglomeração e a multiplicidade de locais deixaram espantados os opositores e situacionistas.
O Kremlin que sabia do mal-estar espalhado na Rússia, entretanto, não conseguia esconder o espanto diante da dimensão do protesto. Surpreso também ficou Alexei Navalny o dissidente que convocou as marchas.
Alexei Navalny e cerca de 700 seguidores foram presos pelo aparato repressivo enquanto os manifestantes foram atacados com gás pimenta e cassetetes segundo a organização OVD-Info.
Para a polícia «só» 500 foram encarcerados. O recurso à brutalidade com os opositores não é novidade na Rússia nem para uns nem para outros.
Navalny tinha publicado um relatório acusando o primeiro-ministro Dmitri Medvedev de liderar um império imobiliário em benefício dos chamados oligarcas que rodeiam o presidente Vladimir Putin.
O vídeo sobre o inquérito e a corrupção das elites foi visualizado por 11 milhões de vezes no YouTube antes das marchas populares, noticiou «Le Fígaro» de Paris.
As manifestações populares foram proibidas pela polícia em 72 das 99 cidades previstas. Mas os populares saíram em massa até em cidades da província onde não se podia suspeitar de tanto descontentamento como Irkutsk, Tomsk, Krasnoiarsk, ou Novossibirsk na Sibéria, acrescentaram «Le Figaro» e o «The Wall Street Journal».
![]() |
| Violência repressiva prendeu centenas de manifestantes |
Em Moscovo os manifestantes encheram a rua Tverskaïa, uma das principais avenidas da capital.
«O País está farto da corrupção», disse Natalia Demidova, 50 anos. «Eles roubam e mentem, mas as pessoas são pacientes. Esta manifestação é o primeiro impulso para as pessoas reagirem» comentou Nikolai Moissei, operário de 26 anos.
Em São Petersburgo, segunda cidade da Rússia, 4 000 pessoas reuniram-se apesar da proibição e as ameaças da polícia presente com excessivo número.
«Estamos fatigados pelas mentiras, é preciso fazer qualquer coisa», explicou Serguei Timofeiev, de 23 anos.
O líder oposicionista Navalny foi preso com violência, mas achou isso «compreensível»: «os ladrões defendem-se desta maneira. Mas não podem prender todos os que são contra a corrupção porque são milhões», reportou o jornal parisiense.
As televisões do Estado cumpriram um perfeito silêncio sobre os acontecimentos.
O «The Wall Street Journal» informou que as multidões cantavam «Rússia sem Putin» inclusive diante do Ministério da Polícia.
A rádio «Eco de Moscou» falava em multidões muito maiores dos milhares reconhecidos pela polícia.
O mal-estar na Rússia está em aberta contradição com os inquéritos oficiais que atribuem a Putin mirabolantes índices de popularidade.
O departamento de Estado em Washington contentou-se com uma severa condenação da violação dos direitos humanos, mas, como é habitual em relação aos governos de esquerda não foi além do exercício verbal.
«Bandido deveria estar na cadeia», repetia com a multidão Anna Tursina em Moscovo. «Não gosto da Rússia que nós temos e da corja que está no poder. Não há dinheiro para a educação, a ciência, as crianças, mães e anciões», acrescentou.
O «New York Times» comparou os protestos na Rússia com as manifestações havidas no Brasil pelo impeachment de Dilma Rousseff e ao apoio à Operação Lava Jato.
«Os jovens deixam apatia e assustam o Kremlin» foi um dos cabeçalhos do jornal nova-iorquino, citado pela «Folha de S. Paulo».
![]() |
| Os macromedia oficiais, na Rússia e no Ocidente, tentaram abafar os factos |
Um dos factos mais surpreendentes até para os líderes dos protestos foi a juventude dos presentes: um grande número era composto de adolescentes ou jovens na faixa dos 20, observou «The New York Times».
Para o jornalista Artyom Troitsky que acompanhou muitos anos a cultura jovem russa, o engajamento da juventude nos protestos foi «excepcionalmente importante». Saíram da apatia e isso é sinal de que «algo está mudando definitivamente».
O jornal pró-socialista «El País» de Madrid, constatou o fenómeno com amargura no editorial «Cansados de Putin». Para ele os acontecimentos marcam a recusa do autoritarismo vivido pela Rússia sob Vladimir Putin.
Astuciosamente, o jornal de esquerda recomendou ao presidente russo não ignorar o descontentamento de incontáveis russos e não se limitar a acusações e medidas repressivas contra o dissidente Navalny.
Estas poderiam-lhe resultar contraproducentes em virtude das contundentes provas apresentadas por Navalny sobre o império imobiliário de Medvedev, financiado por oligarcas e outros interesses obscuros.
«El País» observou a «constante ingerência russa nos processos democráticos actuais e na política dos países da Europa», e até na campanha eleitoral dos EUA. E observou com preocupado interesse o facto de que «Putin vincula-se a forças reaccionárias, como as representadas por Marine Le Pen em França e Viktor Orbán na Hungria».
O jornal socialista recomendou-lhe «regenerar um sistema que se distancia cada vez mais dos usos democráticos, em vez de tentar influir noutros».
E aconselhou a Putin não se enganar com o silêncio a que foi reduzida a sociedade russa. Porque, «dentro e fora do país, aumenta a saturação em relação a Putin», concluiu.
segunda-feira, 17 de abril de 2017
Revelada tentativa russa de assassinar o primeiro-ministro de Montenegro
![]() |
| Nemanja
Ristic, um dos conspiradores, fotografado perto do ministro do exterior russo Sergei Lavrov em visita à Sérvia |
Luis Dufaur, Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, 31 de Março de 2017
O governo russo teria montado um
atentado para assassinar o primeiro-ministro de Montenegro, Milo Djukanovic,
revelou «The
Daily Telegraph»,
citando fontes do Foreign Office.
Os dados da investigação foram revelados com detalhes
em
Fevereiro (2017).
Moscovo teria excogitado um golpe contra o Parlamento na
véspera do ingresso do pequeno país na NATO.
Para o ministro russo das relações exteriores Sergei
Lavrov, a culpada pelas tensões é a NATO que, segundo ele, é uma «instituição
da Guerra Fria» cujo expansionismo estaria forjando níveis de tensão sem
precedentes na Europa nos últimos 30 anos. A Rússia seria inteiramente
inocente.
O crime deveria ter sido perpetrado em 16 de Outubro de
2016, mas fracassou quando um dos assassinos contratados, o ex-polícia
montenegrino Mirko Velimirovic, se arrependeu e denunciou a trama poucas horas
antes da sua realização.
Dois agentes da inteligência militar russa, Eduard
Shirokov e Vladimir Popov, estão a ser procurados pela Interpol.
Eles teriam recrutado uma rede de nacionalistas sérvios
capitaneados por Aleksandar Sindjelic, implicado em operações separatistas na
Ucrânia, para executar um maquiavélico e sanguinário crime colectivo. O governo
russo teria montado um atentado para assassinar o primeiro-ministro de
Montenegro, Milo Djukanovic, revelou «The
Daily Telegraph», citando fontes do Foreign Office.
![]() |
| Um dos
nacionalistas sérvios pró-Putin que estaria envolvido no falido putsch |
Segundo o polícia arrependido, o plano consistia em se
infiltrarem numa manifestação da oposição, a Frente Democrática, e incitar a
multidão a invadir o Parlamento.
Vários nacionalistas sérvios vestidos com uniformes da
polícia de Montenegro iriam disparar contra o povo exaltado com as suas
espingardas de assalto.
O mata-mata serviria de biombo e pretexto do crime
planejado: os conspiradores a mando da Rússia tinham a missão de «não
só capturar, mas acabar com a vida» do primeiro-ministro pró-ocidental
Milo Djukanovic. Assim ficou registrado no depoimento oficial do agente
arrependido.
Mais de 20 pessoas foram presas acusadas de terrorismo e
«preparação de actos contra a ordem constitucional de Montenegro».
A intervenção da Rússia nos países da antiga esfera de
influência de Moscovo com a cumplicidade de simpatizantes putinistas vem-se
tornando habitual e causa grave preocupação no Ocidente.
O ministro da Defesa montenegrino Predrag Bosković, disse
que «não há dúvida alguma» de que o golpe foi montado por oficiais da
inteligência da Rússia associados com activistas nacionalistas locais.
Obviamente o putinismo irreflectido desses nacionalistas
favoreceu a trama.
![]() |
| O
primeiro-ministro de Montenegro Milo Djukanovic escapou por pouco de atentado mortal planejado em Moscovo |
Um dos conspiradores, de nome Nemanja Ristic, fora pouco
antes fotografado perto do ministro do exterior russo Sergei Lavrov em
visita à Sérvia.
Moscovo vinha tentando intimidar o Montenegro para
abandonar o plano de ingresso na NATO.
Também o Kremlin vinha investindo milhões de
libras esterlinas para financiar a vitória eleitoral de um partido nacionalista
pró-russo que faz a apologia das posições de Moscovo contra um suposto conluio mundialista globalista ocidental,
capitalista e pró-americano.
O primeiro ministro Milo Djukanovic acabou por ser
substituído por Filip Vujanovic, do mesmo partido. Mas o golpe demonstra «a
mudança substancial do Kremlin visando interferir nos países da Europa» que se
inclinam para a democracia, explicou o ministro da Defesa britânico Michael
Fallon.
Montenegro tem apenas 600 000 habitantes e obteve a
independência da Sérvia em 2006, candidatando-se logo para ingressar na NATO e
na União Europeia e obter assim um guarda-chuva protector em face da vingativa
política
de Vladimir Putin.
de Vladimir Putin.
O pequeno país possui quase 300 quilómetros de costa no
Adriático de alto valor estratégico.
O quebra-cabeça dos Bálcãs voltou a assombrar as relações europeias, patenteando a inescrupulosa actividade dos serviços secretos russos que estão a recuperar o protagonismo do tempo da URSS.
O quebra-cabeça dos Bálcãs voltou a assombrar as relações europeias, patenteando a inescrupulosa actividade dos serviços secretos russos que estão a recuperar o protagonismo do tempo da URSS.
domingo, 16 de abril de 2017
Jornalista portuguesa em Inglaterra denuncia jornalismo de Portugal
Mara Alves, 12 de Abril de 2017
COMUNICADO
Olá a todos, em virtude da reportagem da TVI Intitulada «O Novo Muro» acerca do Brexit que eu e o meu marido participámos, sou obrigada a escrever estas palavras, não só para reparar a verdade, como para poder descansar quem da minha rede de amigos tem enviado mensagens de indignação sobre o que viu.
O meu pai tem 76 anos e depois de ver esta reportagem ficou com medo de eu viver em Inglaterra, teme pela minha segurança. Por isso tenho obrigação de fazer este esclarecimento.
Comecemos pelo inicio, quando o jornalista nos contactou acerca da reportagem foi nos garantido que iriam abordados os dois lados, emigrantes que se sentem menos confortáveis com o Brexit e outros, quem como nós estão tranquilos.
Ao vermos ontem a reportagem, somos apanhados de surpresa, quando verificamos que o seu todo, se resume ao racismo e à xenofobia, por parte de ingleses a portuguesa. Ora bem, neste pais existem racistas, como em Portugal, agora «manipular» o conteúdo para parecer que são todos é um absurdo.
O meu marido vive há 20 anos neste país e teve apenas uma situação negativa e o resto? A oportunidade de uma carreira profissional que este país lhe deu? O património que tem construído, o ciclo de amigos, também ingleses. Duas das pessoas que mais me ajudaram na vida são ingleses.
É inaceitável uma reportagem não reportar a realidade e só mostrar, praticamente, testemunhos negativos. A parte positiva que foi falada na maior parte da entrevista foi reduzida a segundos e ao mais negativo que foi dito.
As audiências jamais deveriam ser a motivação para qualquer trabalho jornalístico. A transparência e a verdade para com os entrevistados jamais deveria falhar e falhou. Lamento que isto tenha acontecido, ainda mais sendo eu jornalista.
Obrigado a todos os que têm enviado mensagens. Nós estamos bem! Se regressarmos um dia a Portugal não será por causa do Brexit mas sim pelas saudades. Eu sempre fui bem tratada neste pais, sim há racistas, como em Portugal, agora dizer que um pais é inteiramente racista é surreal.
sábado, 15 de abril de 2017
O feitiço que se volta contra o feiticeiro
Jurandir Dias, Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, 13 de Abril de 2017
A empresa americana Target tornou-se alvo, literalmente, de uma saraivada de críticas nos medias sociais após divulgar num blog, em Abril de 2016, um anúncio favorável à ideologia de género. Líderes da American Family Association (AFA) promoveram um boicote à empresa através de um abaixo assinado com mais de 1,4 milhões de assinaturas. Também foi criado a hashtag #BoycottTarget onde milhares de pessoas se manifestaram.
O anúncio da empresa dizia: «Nós convidamos os funcionários transgéneros e clientes a usar casas de banho ou vestiários que correspondam à sua identidade de género».
«A política de Target é exactamente como os predadores sexuais têm acesso às suas vítimas», disse o presidente da AFA, Tim Wildmon, numa carta aberta. «Isso significa que um homem pode simplesmente dizer hoje que se sente como uma mulher e entrar nas casas de banho das mulheres… mesmo que meninas ou mulheres já estejam lá.»[i]
Wildmon insistiu para que as pessoas assinassem a promessa de boicote, observando que a política da empresa «representa um perigo para as esposas e filhas». Também pediu que as pessoas eventualmente lesadas se queixem contra a política da Target, tanto junto da Polícia assim como nas páginas do Facebook.
A campanha contra a Target, que favorece a ideologia de género, resultou na queda do valor das suas acções ao nível mais baixo desde 2014. O preço das acções da empresa e os seus ganhos nunca se recuperaram desde o anúncio em 2016. De facto, as perspectivas da empresa foram tão sombrias que, no início deste mês, a empresa fechou abruptamente alguns importantes projectos com os quais esperava recuperar o mercado retalhista. As vendas caíram quase 6% nos três trimestres após a publicação do post, comparado com o mesmo período do ano anterior. No total, os lucros cairam 43%, segundo o site Chicago Tribune.
O boicote custou à empresa milhões em vendas perdidas e despesas adicionais. Depois do anúncio, a empresa foi obrigada a gastar US$20 milhões na instalação de casas de banho individuais em todas as lojas.
«Isto é o que acontece quando você ignora uma parcela significativa dos seus clientes», observa o articulista Jim Hoft.
Apesar dos prejuízos, o CEO da Target, Brian Cornell, numa entrevista à CNBC, insiste: «Nós tomámos uma posição, e vamos continuar a abraçar a nossa crença de diversidade e inclusão».
Este caso da Target, com as suas consequências, faz-nos lembrar novamente o famoso ditado francês: «Chassez le naturel, il revient au galop.» (Cassai o natural, ele voltará a galope). Numa linguagem popular, dizemos que é o feitiço que se volta contra o feiticeiro.
[i] http://www.breitbart.com/big-government/2017/02/28/target-down-30-percent-since-transgender-boycott-began/
Subscrever:
Mensagens (Atom)
















