quarta-feira, 5 de julho de 2017
terça-feira, 4 de julho de 2017
Macron e o seu trono de duas pernas
Nelson Ribeiro Fragelli, ABIM
Em Maio deste ano, um novo estudo de opinião — o relatório anual do Conselho Económico, Social e Ambiental (CESE) — agravou ainda mais o ânimo nacional. «Le Monde» (24-5-17) cita trechos deste estudo, revelador do actual pessimismo dos franceses que, desorientados, não sabem o que fazer. Não se mobilizam e consideram-se condenados a viver dias ainda piores. O estudo acrescenta que se torna urgente um despertar colectivo.
À maneira de resumo das suas conclusões, o relatório põe em destaque uma frase do socialista histórico Jean Jaurès, pronunciada pouco antes do seu assassinato em 1914: «Há em França, a propósito dos problemas vitais, uma inércia do pensamento, uma sonolência do espírito.» As recentes eleições presidenciais e legislativas confirmam este diagnóstico.
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Diante deste quadro, tudo se arranja na política francesa para que o recém-eleito jovem presidente Emmanuel Macron erga a cabeça do seu país entorpecido. O esforço publicitário para apresentá-lo revestido de grandezas passadas é imenso. Jornais e revistas, de esquerda e de direita, apresentam-no vistosamente em uniformes de Napoleão ou sentado com majestade num trono.
Vladimir Putin veio homenageá-lo. O encontro foi no majestático cenário do Palácio Real de Versalhes, cujos suntuosos corredores e salões ambos percorreram. Na Galeria das Batalhas cercaram-se de pinturas magníficas de combates legendários. Quinze séculos de heroísmo os emolduravam, desde Clóvis, vencedor de Tolbiac em 496, até as vitórias de Napoleão em Austerlitz e Wagram. Seriam os dois vivazes políticos, de passado desconhecido, emanações modernas daqueles heróis? A encenação sugeria-o. Mas os personagens não cabiam no papel...
Os jardins de Versalhes acolheram os seus passos. Putin, habitualmente inexpressivo, olhava para Macron como um ajudante de ordens poderia olhar o seu general após a vitória. E Macron parecia não vê-lo. Fitava o longínquo horizonte em sonhos grandiosos...
A representação não está a convencer. Apenas eleito, Macron deveria ser confirmado pelo voto popular na primeira volta das eleições parlamentares, em 11 de Junho. O seu partido saiu favorito, mas com o menor número de votos já obtidos por um governo na V República. A abstenção bateu um recorde histórico. Não houve o «despertar colectivo» desejado pelo CESE.
Em 18 de Junho deu-se a segunda volta. Novo recorde de abstenção: 57%. Somados aos votos em branco, temos 64% dos eleitores que não se importam com Macron, nem com os rumos da Nação. No dia seguinte, o jornal alemão «Die Welt» escreveu que a encenação tentava pôr Macron no trono de Júpiter, o pai dos deuses. Mas, a olhos vistos, não está a dar resultado. Apesar do desprezo dos eleitores, Macron obteve maioria parlamentar. Só que o seu trono tem apenas as duas pernas de trás. As duas da frente são as dele mesmo.
domingo, 2 de julho de 2017
Recrutamento russo nas redes sociais
Luis Dufaur
Ladislav Kasuka redigia a sua
costumeira diatribe stalinista contra o Ocidente num site checo
quando começou a receber mensagens oferecendo-lhe dinheiro para organizar
protestos de rua. A primeira mensagem, recheada de bajulações pelo seu
trabalho, chegou em russo, enviada por alguém que ele desconhecia. De início, a
oferta foi de 300 euros. Era para Kasuka, um esquerdista sem um tostão, comprar
bandeiras e cartazes para uma manifestação pública contra a OTAN e o governo
pró-ocidental da Ucrânia.
Em seguida, ofereceram-lhe mais 500
euros para comprar uma videocâmara e publicar os seus vídeos na Internet.
Kasuka ficou perplexo, mas foi aceitando. Pouco depois estava enleado numa
estranha trama que funcionava nas redes sociais teledirigida pela Rússia. O seu
caso foi apenas um entre muitos na Europa Oriental e Central, resultantes de
uma campanha de influência frenética, por vezes grosseira, financiada por
Moscovo e dirigida por Alexander Usovsky, agitador nacionalista russo, sicário
ideológico numa batalha para ganhar almas e mentes nos fios da Internet.
O seu objectivo é recrutar activistas estrangeiros e irrigá-los com dinheiro fornecido por «oligarcas» e agentes do Estado putiniano. Usovsky «é um bom caso de estudo sobre os métodos russos», disse Daniel Milo, ex-funcionário do Ministério do Interior eslovaco, especialista em extremismo da Globsec, grupo de investigação de Bratislava. «Ele é uma pequena engrenagem de uma grande indústria. E poderia haver dúzias como ele», opinou Milo.
Usovsky montou uma rede de sites em
várias línguas e criou uma fundação falsa, cuja fachada era promover a cultura.
Apresentou orçamento de milhares de euros a Malofeev para promover candidatos
pró-russos nas eleições polonesas, mas não conseguiu fazer vencer um só.
Identificou contudo sócios na Europa Oriental e Central dispostos a receber a
sua ajuda. Ampliou na Internet as vozes radicais, fez com que pequenas
passeatas parecessem muito maiores do que eram.
Trabalhou com os media russos
para garantir que «os seus» colaboradores estrangeiros recebessem ampla
cobertura nos órgãos moscovitas. Por isso Kasuka, o stalinista checo, aparece
habitualmente nos media russos como conceituado comentarista
de geopolítica e de assuntos checos. Chegou a dizer por meio da Russia
Today que os EUA poderiam lançar uma bomba atómica sobre a Ucrânia e
culpar a Rússia para assim provocar uma guerra.
«É uma loucura total», comentou
Roman Maca, analista sediado em Praga. «O Canal Um russo
apresentou como notícia séria um protesto de 10 pessoas que na sua maioria
seriam candidatas ao internamento num hospital psiquiátrico». Usovsky
acabou por cair em desgraça, mas foi atrás de outros doadores com planos
detalhados para montar uma «quinta coluna pró-russa», canalizando dinheiro para
políticos anti-OTAN e a anti-UE.
Por sua vez, Kasuka desanimou das arruaças e agora concentra-se no estudo da filosofia marxista, dos «logros» de Stalin e da miséria causada pela exploração capitalista. Talvez esteja lendo a «Laudato Si».
Por sua vez, Kasuka desanimou das arruaças e agora concentra-se no estudo da filosofia marxista, dos «logros» de Stalin e da miséria causada pela exploração capitalista. Talvez esteja lendo a «Laudato Si».
A Europa sitiada
Péricles Capanema, Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, 22 de Junho de 2017
Na esteira de ataques terroristas muçulmanos anteriores (2015 e 2016), atentados com traços parecidos traumatizaram em 2017 a França, a Inglaterra e a Alemanha, além de outras nações da Europa, indicando provavelmente um padrão que tenderá a repetir-se. É o futuro do Velho Continente que está em jogo.
Lembro alguns destes atentados. Em Janeiro de 2015, uma série de cinco ataques na região de Paris deixou 17 mortos e 22 feridos. Em Novembro do mesmo ano, a casa de shows Bataclan e vários outros locais sofreram atentados de radicais muçulmanos, com 137 mortos e 368 feridos. Em 14 de Julho de 2016, festa nacional francesa, um extremista muçulmano jogou um camião contra a multidão que passeava distendida em Nice: 87 mortos e 434 feridos. Em Inglaterra, em Março de 2017, na Westminster Bridge, um terrorista atropelou peões e esfaqueou policias, deixando cinco mortos e cerca de 50 feridos. Em Maio, um atentado suicida no show da cantora Ariana Grande deixou 22 mortos e 129 feridos em Manchester [foto abaixo, local no momento da explosão]. Imediatamente, em Junho, terroristas muçulmanos arremessaram uma caravana contra peões na London Bridge e esfaquearam pessoas nas imediações: 7 mortos e 44 feridos. Na Alemanha, em Dezembro de 2016, no mercado de Natal em Berlim, um terrorista conduzindo um camião matou 12 pessoas e feriu 56. Na Suécia, em Abril de 2017, um camião utilizado como arma matou 5 pessoas e feriu 15. Recordo concluindo o padre Jacques Hamel, degolado por militantes do Estado Islâmico numa pequena cidade francesa em Julho de 2016.
São apenas alguns exemplos das agressões terroristas por toda a Europa. Os seus mentores esperam acarneirar a população; de outro modo, torná-la mais flexível a soluções favorecedoras dos objectivos islamitas. E os atentados fazem parte de uma realidade em desenvolvimento, destruidora, se a ela a Europa não resistir vitoriosamente.
Vamos a alguns dados fundamentais. É de 1,6% a taxa de natalidade das mulheres alemãs, abaixo da percentagem de simples reposição, 2,1%. Ou seja, cai continuamente a população, hoje aproximadamente de 82 milhões. O país necessita de 300 mil imigrantes anuais nos próximos 40 anos para manter a população estável e, a médio prazo, garantir o Estado do bem-estar social, ali construído desde o fim da II Guerra Mundial. Tais imigrantes, muçulmanos na sua maioria, têm vindo em particular de África, Ásia e Médio Oriente. Convém ter em conta que a Alemanha chegou à actual população por ter recebido 1 milhão de imigrantes em 2015 e 750 mil em 2016. E na decisão de Ângela Merkel, de autorizar a entrada de mais de 1,5 milhões de imigrantes, terão pesado não apenas razões humanitárias. Havia a necessidade de mão-de-obra jovem para manter viável o Estado de bem-estar social.
A Alemanha abriga hoje mais de seis milhões de muçulmanos, contingente que cresce aproximadamente 77 mil pessoas por ano. Outro ponto: as populações muçulmanas na Europa têm a média de idade menor que a alemã. E a taxa de natalidade das suas mulheres é maior que a das alemãs. Se as actuais tendências persistirem, mesmo desconsiderando o efeito da lei das reunificações familiares (um asilado, sob certas condições, pode trazer parentes), mais de 25% da população alemã será muçulmana em 2060. Situação parecida será vivida por outras nações europeias.
Hoje, os problemas graves tomarão uma dimensão nova com o gradual enraizamento e aumento das populações maometanas. Entre eles, tribunais da Sharia (justiça privada e grupal), aumento da criminalidade, poligamia, mutilação genital feminina, casamento de crianças, violências — às vezes até assassinato — em nome da honra. Outros ainda: extremismo islâmico, anti-semitismo árabe, lutas nacionais e étnicas. A Europa pode tornar-se uma sementeira de terroristas, situação em parte já existente, pelo generalizado recrutamento de homens-bomba e jihadistas por grupos extremistas no interior das comunidades muçulmanas, protegidas pelas leis nacionais e tornadas viáveis pelas redes de protecção social.
Como assimilar tal população? Aqui está a principal questão. Há um fenómeno amplo: os muçulmanos gradualmente estão a integrar-se na população. Em que velocidade e até que ponto? Faltam pesquisas conclusivas, embora se creia que na Europa exista uma situação parecida com a dos Estados Unidos, onde 32% dos educados no islamismo nunca mais professam tal religião na idade adulta e 18% do mesmo grupo admitem não ter religião. Na Alemanha, metade dos 4,2 milhões de pessoas de origem muçulmana não se declaram muçulmanos quando adultos. É o agnosticismo disseminado, que atinge também todas as religiões cristãs.
Em sentido contrário, subsistem e resistem costumes e raízes étnicas. É pequena a percentagem dos muçulmanos que se casam fora da sua religião. Na Alemanha, apenas 7,2% dos homens e 0,5% das mulheres são casados com uma pessoa de outra religião. Leo Lucassen e Charlotte Laarman, da universidade de Leiden, estudaram o assunto. Considerando a Alemanha, a Bélgica, a Holanda, a Grã-Bretanha e a França, na segunda geração, apenas 11% dos muçulmanos se casavam fora da sua religião.
Em resumo, temos assimilação difícil, tanto mais que na Europa os seus antigos moradores tendem a um multiculturalismo esfarelado. Pouca prática religiosa, agnosticismo generalizado, confusão mental. Apenas como exemplo, uma pesquisa recente indicou que disseram ter alguma religião 19% dos suecos, 23% dos checoslovacos, 26% dos holandeses, 30% dos ingleses e 34% dos alemães. A ausência de religião tem reflexos na conduta moral e na orientação das concepções sociopolíticas.
A Europa, que guiou-se outrora pelo ideal da Cristandade, agora ignora-a. Triunfou no campo secular um ideário em torno de princípios do Iluminismo, como democracia, direitos humanos, paz universal, apresentados como os novos factores de união. Vão perdendo força, esfarelando, como disse acima. No horizonte, sobe ameaçadora a possibilidade da islamização, vencida militarmente pela Europa em 1456, 1571 e 1683, mas que no século XXI volta mais insidiosa sob novos véus.
O que fazer? Falo como católico. Em primeiro lugar, súplices a pedirmos o auxílio da Providência. Confiança, oração. Foi o primeiro e grande recurso de São João de Capistrano, São Pio V e do Beato Inocêncio XI. A seguir, examinar o quadro inteiro com objectividade, não enterrando a cabeça na areia, como muitos erroneamente pensam ser a atitude idiota da avestruz. E apoiar medidas de oposição à derrocada das muralhas, que precisam de estar rígidas.
A saída vitoriosa, hoje distante, é reatar com os princípios que inspiraram a Cristandade, forças vivas em 1456, 1571 e 1683, aplicando-os, adaptados aos nossos dias. Na verdade, mais que sitiada, a Europa está doente. O que a torna especialmente vulnerável à ameaça muçulmana. E nós, latino-americanos, filhos espirituais de princípios lá triunfantes, para desgraça nossa, padecemos em boa medida das mesmas enfermidades.
domingo, 18 de junho de 2017
Rússia lança selo postal em homenagem a Che Guevara
Jurandir Dias, Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, 15 de Junho de 2017
Um rapaz que não tinha nenhuma noção de inglês vestia uma camisola com a frase «wellcome to hell». Quando lhe explicaram o significado daquela frase, nunca mais voltou a usá-la. À semelhança de muitos jovens hoje em dia que vestem roupas com a estampa do guerrilheiro Che Guevara sem saber quem foi aquele personagem que se tornou um mito da Revolução.
Assim como aquele rapaz que usava a camisola escrita «wellcome to hell» ficou assustado quando soube o seu significado, revelar o verdadeiro carácter deste «herói» do comunismo internacional poderia, talvez, produzir o mesmo efeito em algumas pessoas que o idolatram.
Paradoxalmente, Che Guevara tornou-se um símbolo para a sociedade de consumo. Em qualquer lugar ou nos centros comerciais encontram-se camisolas, marcas de cigarro, ténis, capas de caderno, bebidas, roupas de cama, toalhas de mesa e de banho e até mesmo roupas femininas com a imagem daquele cruel guerrilheiro. Estes mesmos jovens que hoje usam tais objectos ou roupas com slogans revolucionários, se vivessem na época de Che Guevara, este classificaria-os como «dejectos» e «delinquentes».
Sabemos que certas palavras são como talismãs, com os seus significados distorcidos. Contêm uma certa energia para o mal. Assim, certos símbolos também contêm esta energia. A melhor maneira de «exorcizar» tal energia seria explicitá-los. Neste sentido, convém conhecer o carácter deste personagem que é o símbolo do comunismo. É o que veremos a seguir.
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Durante a crise dos mísseis, em 1965, Che Guevara desejava que aquele acontecimento levasse a uma guerra atómica: «O que afirmamos é que devemos proceder ao longo do caminho da libertação [do imperialismo] – disse – mesmo que isso custe [as vidas de] de milhões de vítimas». Ou seja, mesmo que isso resultasse no massacre do seu próprio povo.
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| Foto de Andrew López para a United Press Internacional tirada no momento em que um sacerdote fala com um membro do exército de Baptista antes de ser fuzilado pelos guerrilheiros de Fidel Castro. |
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| Che Guevara na ONU: «Fuzilamentos? Sim, temos fuzilado! E vamos continuar fuzilando enquanto for necessário! A nossa luta é uma luta de morte!» |
revolução!» Isto era dito diante dos aplausos ou da omissão daquela selecta Assembleia. Eram os burgueses que achavam graça ao seu carrasco.
«Eu não preciso de provas para executar um homem», gritou Che Guevara para um funcionário judicial cubano em 1959. «Eu só preciso saber que é preciso executá-lo».
Guevara escrevia à sua esposa: «Estou aqui nas montanhas de Cuba sedento de sangue». E para o seu pai: «Querido pai, hoje descobri que realmente gosto de matar».
Nos seus escritos, o guerrilheiro revela o carácter de um homem sádico e talvez de um psicopata: «As minhas narinas dilatam-se quando aprecio o odor acre da pólvora e do sangue. Louco de fúria, mancharei de vermelho o meu rifle estraçalhando qualquer inimigo que caia em minhas mãos! Com a morte dos meus inimigos preparo o meu ser para a sagrada luta, e juntar-me-ei ao proletariado triunfante com um berro bestial!». A palavra «ódio» transparecia com frequência: «Ódio como elemento de luta»; «um ódio que é tão violento que impulsiona um ser humano para além das suas limitações naturais, fazendo dele uma violenta e fria máquina de matar.» Além disso, demonstrava uma dedicação cega e absoluta aos erros que professava: «Não tenho casa, não tenho mulher, não tenho pai. Meus amigos só são amigos quando pensam ideologicamente como eu».
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Este é o perfil de um comunista sanguinário. Mas alguém poderia objectar: «mas o comunismo mudou. A Rússia é prova disso. O Putin é um conservador que salvará o mundo, a família e os bons costumes».
Engana-se quem pensa assim, pois neste ano comemora-se, na nação do Putin – este que muitos consideram como o «paladino» da moral e dos bons costumes – os cinquenta anos da morte de Che Guevara. Para homenageá-lo, o governo russo lançou um selo postal com a estampa do guerrilheiro. A mesma imagem que aparece nas camisolas usadas pela juventude rebelde, filhos de famílias de classes sociais médias ou altas, como, aliás, era a família do ídolo.
Diz um adágio popular: «Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem tu és!». Parafraseando-o, podemos dizer: diga-me a quem tu prestas homenagem e eu te direi quem tu és!.
A face de Che Guevara estampada neste selo é propriamente a face do comunismo de ontem, de hoje e até que se cumpra a promessa de Nossa Senhora em Fátima: Por fim o meu Imaculado Coração Triunfará!
Fontes:
http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=260
https://spotniks.com/leia-esse-artigo-antes-de-sair-por-ai-com-sua-camiseta-che-guevara/
domingo, 11 de junho de 2017
ONU afirma que levar as crianças à Igreja é «violação dos direitos humanos».
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| A ONU do católico oportunista Guterres... |
Um relatório recente do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos está a criar um grande debate na Europa. Segundo a avaliação do grupo de observadores da ONU que visitou o Reino Unido, há uma preocupação com o facto das crianças serem obrigadas a participar em serviços religiosos e em cultos.
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| A ONU queridinha do católico farsante Adriano... |
Frequentar a Igreja poderia ser uma «violação dos Direitos Humanos», afirmam os responsáveis pelo Comité das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança. Portanto, recomendaram que o governo «revogue as disposições legais sobre a frequência obrigatória em actos de carácter cristão».
Seguindo uma tradição histórica, a maior parte do sistema educacional do Reino Unido está nas mãos das igrejas. Até ao quinto ano, a participação em cultos religiosos faz parte das actividades, como aulas de ensino religioso. Só estão dispensadas caso os pais não autorizem ou pertençam a outra religião.
O documento compila 150 recomendações, citando que a Grã-Bretanha pode estar a violar a Carta da ONU sobre os Direitos da Criança em vários aspectos. No relatório não existe qualquer menção de violação de Direitos Humanos por parte da comunidade islâmica, que administra várias escolas.
Possivelmente porque o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos é Zeid Ra’ad Al Hussein, um príncipe jordano, que professa a fé muçulmana. Também foi ignorado o artigo 18.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, que garante a todo ser humano a «liberdade de manifestar a sua religião ou crença», em particular ou em público.
David Burrowes, um parlamentar conservador, afirma que esse relatório, deve ser atirado para o lixo, que é o seu devido lugar. «Um acto colectivo cristão não é um exercício de doutrinação. É reconhecer e respeitar a herança cristã do país e dar às pessoas uma oportunidade para refletirem», declarou.
Burrowes aproveitou para fazer uma séria solicitação: «A ONU deveria passar mais tempo a fazer o seu principal trabalho, de prevenção das guerras e do genocídio, em vez de meter o nariz nas salas de aula de outros países».
Referia-se ao facto da Organização se negar a reconhecer que existe um genocídio contra os cristãos em progressão no Médio Oriente. Com informações da CBN.
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