segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Petição dirigida à: População portuguesa e entidades governativas



Petição contra a ofensiva e ditadura homossexualista na sociedade civil

através da chamada «Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género»


Ex.mo Senhor Presidente da República,

Ex.mo Senhor Presidente da Assembleia da República,

Ex.mo Senhor Primeiro-Ministro,

Ex.mo Senhor Presidente do Tribunal Constitucional,

1 — Diversos sectores do Estado português e certas instituições privadas beneficiando de apoios e protecções do Estado têm vindo a ser infiltrados pelo lóbi que se opõe à família natural e promove a ideologia homossexualista «do género», a qual, como é sabido, pretende que o sexo de cada pessoa é uma opção de cada um e não aquele com que nasce, condição que o lóbi qualifica simplesmente de género.

2 — Esses sectores do Estado e essas instituições tornaram-se assim instrumentos desse lóbi, que os utiliza para influenciar as pessoas através dos mais variados canais e exercer uma ditadura do seu pensamento sobre a esmagadora maioria dos Portugueses.

3 — A chamada «Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género» é o principal instrumento do lóbi homossexualista no Estado. Através dos seus próprios conceitos homossexualistas, pareceres homossexualistas e pressões homossexualistas, exerce uma ditadura homossexualista sobre a sociedade civil, as empresas, os meios de comunicação, os professores, as crianças, as famílias, as pessoas, os candidatos a cargos políticos e até sobre o próprio legislador. Toda esta ditadura homossexualista procura destruir a família natural e afecta a harmonia familiar, a educação, a saúde mental das crianças, jovens e adultos, a economia e até põe em causa a defesa nacional.

4 — Recentemente, esta chamada «Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género» exerceu pressão sobre uma empresa editorial para retirar do mercado dois livros, um destinado a meninos e outro destinado a meninas. Para além do já referido aspecto de destruição da identidade sexual das crianças e consequentemente do tecido social e nacional, trata-se de um grave atentado à liberdade das pessoas e à liberdade de educação, um acto apenas qualificável como homonazi.

5 — O Ministro Adjunto Eduardo Cabrita prontificou-se a dar imediata cobertura política a esta chamada «Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género», confirmando assim a sua adesão à política do homonazismo e a comunhão de interesses que une todos os do lóbi.

6 — Esta ditadura homossexualista viola a liberdade das pessoas, direitos expressos na Constituição da República Portuguesa, que os membros do lóbi tanto proclamam prezar mas que afinal pretendem violar. Especificamente, os ditadores homonazis violam o número 5 do Artigo 36.º, os números 1 e 2 do Artigo 37.º, os números 1 e 2 do Artigo 41.º  e o número 2 do Artigo 43.º  da Constituição da República Portuguesa.

7 — Acresce que esta manobra ditatorial para uniformizar a educação das crianças segundo os conceitos homossexualistas viola também o direito natural, inalienável e inegociável das famílias a escolherem a educação a dar aos seus próprios filhos, direito aliás expressamente proibido ao Estado no já referido número 2 do Artigo 43.º da Constituição da República Portuguesa.

8 — Acresce ainda que o direito dos pais a escolherem a educação para os seus filhos é um direito acima de quaisquer  normas estabelecidas por mentes doentes de quaisquer burocratas de uma qualquer comissão ou administração.

9 — Perante tais violações dos direitos das pessoas e das famílias e atentados à saúde física e mental das crianças, jovens e adultos, à Constituição e à defesa nacional, a União das Famílias Portuguesas vem reclamar:

a) a demissão imediata do Ministro Adjunto Eduardo Cabrita;

b) a extinção imediata da chamada «Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género»;

c) a suspensão de todos os projectos do Estado baseados na ideologia homossexualista do «género»;

d) a proibição de qualquer órgão do Estado exercer a ditadura homossexualista do «género»;

e) o fim dos apoios e protecções do Estado a quaisquer instituições privadas promotoras da ideologia homossexualista do «género».


Lisboa, 25 de Agosto de 2017
                                                  
A União das Famílias Portuguesas
Atenciosamente,

Acabei de assinar a Petição contra a ofensiva e ditadura homossexualista na sociedade civil através da chamada «Comissão para a Cidadania e a Igualdade em CitizenGO , endereçada à População portuguesa e entidades governativas.

Penso que se trata de um tema importante e ficaria grato se você também assinasse a petição.

Aqui está o link:



Muito obrigado!





A questão catalã é para levar a sério



Rui Tavares, Público, 11 de Setembro de 2017

Não se compreende bem é a ausência de debate sobre Espanha na sociedade portuguesa. A questão catalã veio para ficar.

Hoje, 11 de Setembro, é previsível que centenas de milhares de catalães saiam às ruas como fazem todos os anos na jornada a que chamam «Diada». Trata-se da comemoração de uma derrota: aquela que, em 1714, encerrou por séculos a questão da independência da Catalunha, no fim da Guerra da Sucessão espanhola.

O que poucos portugueses sabem é que essa data marca também o fim da intervenção de Portugal nas questões nacionais de Espanha. Sim, nessa guerra em que Portugal participou aliado à Áustria (que apoiava, na prática, a secessão da Catalunha), à Holanda e a Inglaterra, contra a França e a Espanha, tropas portuguesas chegaram a ocupar Madrid em 1707 e a coroa portuguesa revelava pretensões sobre a Galiza e a Extremadura espanhola. O Tratado de Utrecht, de 1713, saldou-se por uma espécie de empate: o rei de Espanha viu-se forçado a reconhecer o rei de Portugal como seu igual e a aceitar definitivamente a independência portuguesa; pelo seu lado, Portugal abandonou pretensões a terras espanholas no continente europeu (na América do Sul a história foi diferente; e mesmo na Europa a história inverteu-se cem anos depois, quando os espanhóis se aliaram a Napoleão em troca de metade de Portugal e acabaram a «esquecer-se» de devolver Olivença após o Congresso de Viena).

A decisão, por parte do Estado português, de se manter afastado das querelas espanholas e das ambições independentistas das outras nações históricas peninsulares é impecável e absolutamente sábia. Ninguém no seu perfeito juízo pode sugerir que ela deva ser alterada. O que não se compreende bem é a ausência de debate sobre Espanha na sociedade portuguesa, mesmo quando a questão da independência da Catalunha é tema quotidiano no país vizinho. Na nossa academia, tal como nas redacções e no mundo cultural, parece reinar a ideia (ou o preconceito) de que a questão catalã e as suas consequências para a Península e para a Europa é um daqueles temas que dá para ir empurrando com a barriga porque, na verdade, nunca chegará a uma «hora da verdade». Quando, há uns anos, se realizou uma consulta popular na Catalunha sobre a independência, não faltaram editoriais a desvalorizar o caso e a dar por encerrada a possibilidade de nascer um novo país no nosso espaço geográfico. O mesmo ocorreu quando as listas independentistas ganharam as eleições autonómicas. E o mesmo está para acontecer, por antecipação, em relação ao referendo que o governo catalão quer realizar no dia 1 de Outubro, e que o governo espanhol quer impedir.

Pois bem, acordemos para a realidade: a questão da independência da Catalunha é para levar muito a sério. Independentemente (passe o trocadilho) de haver ou não referendo no próximo dia 1 de Outubro. Independentemente de, caso haja referendo, o governo espanhol pretender inabilitar os governantes catalães para o exercício de cargos públicos. Engana-se quem pensar que essa é uma ameaça para a qual os líderes catalães não estejam preparados e cujas consequências não estejam dispostos a aceitar. Engana-se ainda mais quem pensar que, por detrás desta geração de dirigentes catalães, não há uma outra capaz de suceder-lhe e ainda mais firme na defesa do que acreditam ser o seu direito a decidir.

Além de ser para levar a sério, a questão catalã veio para ficar. Ela vai colocar-nos perguntas inevitáveis não só para a Península Ibérica como sobretudo para a UE. Se os portugueses fossem um pouco menos discretos na forma como a abordam, talvez finalmente alguém de muito próximo pudesse dizer a verdade aos nossos amigos e irmãos espanhóis: o vosso governo está a fazer tudo tão errado que até parece que deseja garantir a independência da Catalunha. Não há melhor forma de fomentar o independentismo entre os catalães do que proibi-los de votar num referendo.





quinta-feira, 31 de agosto de 2017

CARTA SUPER ABERTA À SECRETÁRIA DE ESTADO DA MODERNIZAÇÃO ADMINISTRATIVA


João José Brandão Ferreira,
(Cidadão cada vez mais radicalizado no Santuário de Santa Maria da falta de Pachorra),
30 de Agosto de 2017

«Estas ingratas nem sequer valorizam o esforço de uma erecção!»
J. L. H.

De seu nome Graça Maria Fonseca Caetano Gonçalves, a qual numa entrevista a um diário, decidiu ribombar a atmosfera com uma declaração da mais comovente e inolvidável pertinência ao assumir publicamente a sua condição de homossexual!

Não sabíamos que tal assumpção fazia parte das suas actuais funções – já que a denominou de «completamente política» – ou se está relacionada com algum factor, sei lá da Defesa da Pátria, ou outro.

Pode parecer, até, que tem pouco que fazer nessa «sua» Secretaria de Estado, para se andar a preocupar com estas coisas…

Já sei, quis modernizar-se e assim obter os seus 15’ de fama! Só pode.

Mas, confesso-lhe Graça Maria, que soube a pouco.

Eu e o grupo de pensionistas e reformados activos, que me acompanham, exigimos mais.

Incomensuravelmente mais!

Sem querer pôr em causa a constitucionalidade da afirmação, antes corroborando-a, gostaríamos de saber, com que práticas «fofas» se deleita, até porque não só a curiosidade lúbrica também é constitucional, como poderemos vir a ensinar aos nossos netos algo mais, de modo a que eles possam crescer instruídos e não constrangidos por mentalidades castradoras e reaccionárias.

Além do mais, Graça, perguntar não ofende…

E verá que a partir de agora, as revistas «cor-de-rosa» não a vão largar.

Agora que abriu o livro pense só na revolução que pode vir a causar, por exemplo, o voyeurismo da «coisa» poder ser uma alternativa à permanente masturbação mental futebolística que percorre com sanha, a sociedade portuguesa, «máxime» as queridas televisões!

Pense bem Graça, como socióloga, não gostaria de deixar o seu nome ligado a uma semelhante arqui-revolução?

Por isso abra a mente, o coração, escancare o espírito (Graça o espírito!) e diga-nos, que fantasias lhe povoam a mente?

Eu sei que, algo contraditoriamente, exprimiu a necessidade de haver privacidade…

Mas não acha justo que se saiba se usa cuequinhas com bolinhas ou com flores?

É que tal indicava logo qual o papel que prefere no acto, o de macho ou fêmea (o de transgénero aqui é mais complicado, mas com um bocadinho de jeito…)!

Ou saber quem fica por baixo ou por cima, à esquerda ou à direita, não será da maior relevância política?

Diga-nos, por favor, se o fio dental a seduz ou se pelo contrário o mesmo lhe faz ardor, ou lhe irrita a pele?

É que se não a incomodar, pode servir como ideia para umas ofertas, já que fica abaixo do valor das «prendas» que os políticos estão autorizados a receber (desde que o fio não seja de ouro, bem entendido).

E já nem precisa que uma qualquer empresa lhe pague uma deslocação ao estrangeiro!

Aludiu ao direito de dizer e de afirmar, nós evocamos o direito de saber, sim porque nós votamos e pagamos impostos!

Graça, você entreabriu a porta…

Eu, aliás, acho que se deve assumir tudo, não é doutora?

Já agora, também se injecta na veia ou fica-se pelos alcaloides ou opiáceos leves?

Por acaso lembra-se se soprou no balão antes de dar a tal entrevista?

Temos que reconhecer, sem embargo que, pelo menos, esta destemida afirmação de troca de género – e eu a julgar na minha ingenuidade ser uma coisa de gramática – mostra alguma coerência com a transparência que o actual Governo da geringonça, de que faz parte, apregoa.

Ou será uma conversão, tardia à católica religião, agora que o «lobby gay» (tinha até graça criar um «lobby hétero»…) anda a ganhar foros de cidadania no seio da própria Santa Sé?

Sem embargo existe outra razão porque eu e o grupo de avençados, a ficarem mais para lá do que para cá, pretende saber mais coisas é porque, ó Graça, você faz parte do Governo, ou seja daquele grupo de políticos esforçados que tratam de nós e da Polis. (Da polis, Graça Manel, perdão Maria, não da pilinha, dessa cada um de nós trata sozinho, percebe?).

E quem trata da Polis, deve merecer a nossa preocupação.

Por isso queremos saber que eventuais pressões terá sofrido, pobre criatura, para ter «saído do armário» nesta altura!

Que atavismos a perseguem?

Que pulsões a transtornam?

Que fantasmas lhe inculcaram na mente, que lhe perturbam os sonhos (quiçá, eróticos)?

Graça diga-nos, que nós vamos lá e vai tudo raso!

É que se a sua conduta é política isso também nos diz respeito e não queremos que lhe falte nada.

E a sua frase sobre «a forma como se olha para o outro tem muito a ver com a empatia», e «a opção sexual de cada um não afecta em nada o que se faz», não nos sossega, pois não se consegue ligar a afirmação pesporrente do «eu» homossexual, com os conceitos expostos.

Por tudo isto esforçada Dr.ª (ou devo chamar-lhe Dr.º?), mais reforça a ideia de continuar a não votar há muito, no naipe dos Partidos Políticos actuais: albergam, entre muitas outras barbaridades que praticam, pessoas como a senhora/senhor, LGBT+%&#$, etc..

Isto não é o Governo da Polis, mas sim uma longa fila para o consultório do Freud! Por isso estou farto de si e deles. Tenha respeito por si e cure-se.





BPN já começou a cobrar comissões nos Multibancos



Quando forem levantar dinheiro ao multibanco,

NÃO LEVANTEM SE O MULTIBANCO FOR DO BPN!!!!

Eles cobram uma comissão por cada levantamento, isto porque não têm protocolo
com a SIBS.

É considerado cash-advance, tal como quando se levanta dinheiro a crédito.

O BPN tem quase 100 terminais Multibanco.

Atenção! Num levantamento de 100€

a cobrança pode ir até aos 5,83€ !!!





segunda-feira, 28 de agosto de 2017

A guerra dos géneros e as falsificações científicas



Mário Amorim Lopes


O pénis é uma construção social? Há uma perspectiva machista dos icebergs? Um ensaio de Mário Amorim Lopes discute a «ciência» que pretende sustentar a guerra dos géneros e o politicamente correcto.




  1. A calçada portuguesa e o machismo…
  2. …e uma perspectiva machista para o iceberg
  3. As teorias sobre o sexo como «construção social»
  4. O problema é… a Biologia
  5. O papel da escola de Frankfurt
  6. Dos livros da Porto Editora à Google
  7. A ditadura do politicamente correcto
Em 1996, o físico e professor universitário (New York University e University College of London) Alan Sokal submeteu um artigo científico para uma reputada revista de estudos culturais pós-modernos, a Social Text. Obstante a prosaica área científica, até aqui nada de surpreendente. No artigo, Sokal postula que a gravidade quântica (ramo da física teórica que procura explicar a gravidade à luz da mecânica quântica) é uma construção social e linguística, teoria que pelos vistos não surpreendeu os editores da revista, que a publicaram.

Em Maio do corrente ano, dois outros académicos, Peter Boghossian e James Lindsay, decidiram renovar a partida académica e submeteram um trabalho para a Cogent Social Sciences, revista indexada nos principais meios de divulgação científica. Defendem os autores que o órgão genital masculino, o pénis, é, em boa verdade, uma construção social. Fazem-no «através de um criticismo discursivo pós-estruturalista detalhado e do exemplo das alterações climáticas».

O artigo, referem ainda no resumo, «questiona a prevalente e prejudicial mistificação social de que os pénis são melhor entendidos como órgãos sexuais masculinos, e atribuir-lhe-á um papel mais adequado enquanto tipo de desempenho masculino». Dadaísta? Era esse um dos objectivos — testar a filtragem do nonsense na arbitragem por pares nas revistas do género. O artigo foi aceite e publicado, tendo sido removido apenas após os próprios autores fazerem a denúncia do caso.

A calçada portuguesa e o machismo…

Também eu próprio não resisti à tentação de fazer uma partida académica, que mais do que uma partida visava denunciar a epistemologia muito questionável desta área de estudos. Imaginei uma absurda teoria social que não podia ser falsificada, preparei um abstract e submeti para uma reputada conferência feminista sobre estudos de género.

A minha teoria era a de que a tradicional calçada portuguesa está impregnada de preceitos machistas e misóginos. Para dar consistência à teoria apresentei duas evidências: (i) as mulheres têm mais dificuldade em andar neste tipo de pavimento, especialmente as que usam saltos-altos; (ii) a calcetagem é uma profissão maioritariamente de homens, logo dominada pelo sexo masculino — a escolha da palavra dominada não foi inocente.

O engraçado desta teoria é que é um catch-22: não pode ser provada (em bom rigor epistemológico, nenhuma teoria pode ser provada), pois não tenho um registo histórico onde o inventor da calçada deixou por escrito que era esse o seu propósito; mas também não é possível falsificá-la, porque também não há evidência em sentido contrário — naturalmente que o inventor da calçada não deixou um papel escrito a dizer que a calçada não é misógina e discriminatória.

Uma dupla de académicos testou a filtragem do nonsense na arbitragem por pares nas revistas do género. O artigo foi aceite e publicado, tendo sido removido apenas após os próprios autores fazerem a denúncia do caso.

Ademais, eu poderia argumentar, à imagem do que é feito por tantos outros académicos desta área, que isso era a vontade latente, ainda que não expressa ou assumida, que resulta de o calceteiro que se lembrou de usar pedra cal branca e preta ter vivido numa sociedade patriarcal. Uma epistemologia séria e rigorosa descartaria imediatamente a minha teoria precisamente por não resultar das premissas e não ser falsificável. 

abstract foi aceite para apresentação na conferência, que teve lugar em Junho deste ano em Montreal, Canadá

.…e uma perspectiva machista para o iceberg

Se estes artigos procuram denunciar situações caricatas a que estes estudos dão origem, outros há que são efectivamente sérios, ou pretendem ser, embora frequentemente não pareçam. Por exemplo, Valerie De Craene, num artigo publicado também este ano no Journal of Gender, Place & Culture, argumenta que os geógrafos ignoram os seus corpos, a sua sexualidade e o seu erotismo, escondendo até, imagine-se, os seus desejos sexuais do resto da comunidade científica, e como tudo isto influencia a carreira de investigação. A investigadora partilha até, num exercício de reflexividade, a sua experiência como mulher-investigadora desejada, e como isso influenciou a sua carreira científica. Finalmente, o artigo tem uma secção dedicada a clubes de swing.

E se no caso da geografia se pode argumentar que a componente humana é parte integrante da área científica, pelo que não é despiciente o papel do observador no objecto ou fenómeno observado, confesso que tenho mais dificuldade em perceber de que forma é que um iceberg pode ser interpretado numa perspectiva feminista (o que implica que também existe uma perspectiva machista para o iceberg).

Mark Carey e colegas, num artigo publicado na revista Progress in Human Geography (Impact Factor 2016: 5.776), convidam-nos a estudar os icebergs usando uma framework glaciológica feminista, desta forma promovendo uma «ciência equitativa» e uma interacção «humano-gelo» mais «justa». Ou então o artigo de Teresa Lloro-Bidart, publicado na revista Gender, Place & Culture — A Journal of Feminist Geography, onde a autora argumenta que uma determinada estirpe de esquilos originária da zona de Los Angeles é vítima de racismo e discriminação generalizada por parte dos media, pois estes alimentam-se do lixo doméstico e de outros detritos humanos. A autora postula esta conjectura recorrendo, palavras da própria, a «teorias feministas pós-humanistas» e a «estudos feministas de alimentação».

As teorias sobre o sexo como «construção social»

O que tem isto tudo a ver com o recente episódio que envolveu a Porto Editora, dois malfadados livros que «perpetuam o papel e a discriminação de género», a intervenção de uma entidade chamada «Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género» e este longo prelúdio? Infelizmente, muito. Toda a teoria que sustenta a tese da igualdade de género está assente em teorias sociológicas que radicam precisamente do mesmo corpo científico, neste caso a do construcionismo social, e para as quais é completamente alheia, e até dispensável, o contributo da biologia. Tudo é um artefacto social, e não é menos artefacto o sexo das pessoas.

O conceito de «género», que procura substituir o antiquado «sexo» que a biologia havia determinado, é então uma construção social, que subleva a importância da genitália e de outros determinantes fisiológicos e neurológicos, e os condiciona àquilo que é o devir social do indivíduo na sociedade.

Se isto parece um mero apetrecho discursivo para promover a inclusão daqueles que nascem fora da concepção binária de sexo, na verdade esta ideia de que o género é um papel que se escolhe e atribui pode ter nefastas consequências. Na Noruega, nos anos 70, as crianças hermafroditas e transsexuais, as quais fruto de uma disfunção genética não era possível determinar, à nascença, o sexo preponderante, viam o seu género ser escolhido pelos pais. Afinal, se o género é uma construção social, sendo a genitália uma pequena diferença anatómica sem relevo neurobiológico, então era indiferente se seriam homens ou mulheres.

Em alguns casos a cirurgia de mudança de sexo era efectuada antes mesmo de atingirem a puberdade, quando alterações hormonais posteriores acabavam por tornar preponderante um dos sexos. A natureza discorda, e foram demasiados os casos de crianças cujo género escolhido pelos pais afinal não era aquele no qual elas se identificavam mais tarde.

Toda a teoria que sustenta a tese da igualdade de género está assente em teorias sociológicas que radicam precisamente do mesmo corpo científico, neste caso a do construcionismo social, e para os quais é completamente alheia, e até dispensável, o contributo da biologia.

Assim, e à luz das teorias vigentes dos estudos de género, a única coisa que separa homens e mulheres é o papel que alguém, geralmente os pais e a família, no limite a sociedade, lhes atribuiu. Tradicionalmente, a sociedade ocidental era patriarcal e misógina, tendo atribuído um papel secundário à mulher. Esta «heteronormatividade patriarcal», como os estudiosos desta área lhe chamam, condicionou todas as escolhas subsequentes, pelo que as diferenças entre géneros resultam de um devir sociológico que as criou. Desta forma, se o rapaz escolhe uma bola ou uma espada e a rapariga uma princesa é porque sempre foi esse o papel social que foi atribuído a cada um dos géneros, mas poderia ser o exacto oposto. Ou assim pensam alguns cientistas sociais.

O problema é… a Biologia

A história terminaria aqui não fosse a biologia, a psicologia evolutiva e as neurociências, que teimam em encontrar diferenças fisiológicas e neurológicas entre os sexos. Em estudos efectuados com recém-nascidos, que ainda estão num estágio de desenvolvimento cognitivo pré-social e como tal ainda não são influenciados pelo meio, verifica-se que existem preferências inatas e inerentes ao sexo pelo tipo de brinquedo que escolhem (Jadva, Hines, & Golombok, 2010; Alexander, Wilcoxm & Woods, 2009). Isto é, a esmagadora maioria dos rapazes tende a escolher brinquedos tipicamente masculinos (heróis e vilões, carros e bolas) e as raparigas brinquedos tipicamente femininos (princesas, casas de bonecas).

Esta evidência mantém-se para diferentes países e culturas, assim como para diferentes períodos temporais (são analisadas várias coortes). A excepção? As meninas que nascem com uma anomalia endócrina que as faz produzir testosterona a níveis típicos dos rapazes. Nesse caso as meninas escolhem brinquedos tipicamente masculinos (Berenbaum & Hines, 1992).

Mais fascinante ainda, há estudos que mostram que os nossos primos biológicos mais próximos, os primatas, exibem exactamente as mesmas preferências «estereotipicamente sexistas», na terminologia dos defensores da teoria de género, que nós, humanos — ou isso, ou há mesmo determinantes biológicos que condicionam as escolhas (Hassett, Siebert, & Wallen, 2008; Alexander & Hines, 2002).

Não é absoluto que homens e mulheres sejam iguais, queiram ser iguais, tenham as mesmas preferências ou queiram ter as mesmas preferências.

A ideia de que pode existir um livro que traduz melhor as preferências femininas e outro que traduz melhor as preferências masculinas não é, portanto, descabida. Não é absoluto que homens e mulheres sejam iguais, queiram ser iguais, tenham as mesmas preferências ou queiram ter as mesmas preferências. Arrumado este ponto, há quem argumente que, vis-à-vis, o livro para meninas tem 3 exercícios mais complexos do que o dos rapazes, enquanto que o dos rapazes tem 6. Ou seja, os autores estariam a assumir que as raparigas são menos inteligentes.

Esta conclusão não está longe da teoria estapafúrdia das pedras da calçada portuguesa serem machistas. Cada livro tem mais de 80 exercícios, 160 se considerarmos os dois. Falamos, portanto, de uma diferença no grau de dificuldade em 1.875% dos exercícios, o que só por má-fé se pode achar que foi deliberado, e não um acaso estatístico. Novamente, a tese não pode ser falsificada. É a palavra dos autores contra a dos que lançaram o auto-de-fé.

O papel da escola de Frankfurt

Mas a maior crítica é a de que os livros promoviam a «discriminação de género». Dado que os sexos são efectivamente diferentes, podemos assumir que se tratam dos partidários da teoria da igualdade de género (se por esta altura acha que isto do igualitarismo de género lembra teorias económicas e sociais marxistas, não é por acaso — quase todo o trabalho sobre estudos de género tem origem intelectual na escola de Frankfurt, onde se sediavam conhecidos filósofos alemães que procuravam complementar o marxismo clássico com uma teoria crítica, antipositivista, e de onde é originário o politicamente correcto discursivo). A discordância é de salutar, especialmente no meio académico.

A universidade reúne várias escolas, e até nas ciências naturais existem teorias que são mutuamente exclusivas. É desta dialéctica de correntes de pensamento que o conhecimento progride. Nem todo o novo conhecimento é cumulativo, no sentido em que resulta de um pequeno acrescento face ao postulado anteriormente — bem pelo contrário, arriscaria dizer que os grandes saltos resultam sempre de mudanças de paradigma radicais (Copérnico, Newton, Darwin, Einstein, etc.).

A Porto Editora disputa o mercado dos livros escolares, e certamente não quer comprar uma guerra. A dimensão do país, ou a falta dela, por vezes obriga à subserviência ao poder político.

O fenómeno seria inconsequente, ou até um bom pretexto para promover a discussão, não tivesse a Porto Editora, após «recomendação» da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, tutelada pelo Governo, retirado os livros do mercado. Recomendação de jure, obrigação de facto, porque a Porto Editora disputa o mercado dos livros escolares, e certamente não quer comprar uma guerra. A dimensão do país, ou a falta dela, por vezes obriga à subserviência ao poder político.

Dos livros da Porto Editora à Google

Este incidente com a Porto Editora não é caso isolado. Ainda recentemente, James Damore, engenheiro informático da Google com um mestrado em sistemas de biologia de Harvard, escreveu um ensaio de 10 páginas onde fundamenta, de uma forma racional e amparada de evidência científica (mas não da correcta), que existem diferenças significativas entre os sexos, e isso, argumenta, poderá explicar o porquê de as mulheres estarem sub-representadas em empresas tecnológicas.

Não o fez num estilo panfletário, fundamentou a sua posição, deu referências científicas (posteriormente confirmadas por psicólogos evolucionistas, neurocientistas e pedopsiquiatras), discutíveis certamente, mas isso era de somenos — a sua opinião era conflituante com a igualdade de género, pelo que havia que acender as fogueiras. Foi despedido.

Também recentemente, Chico Buarque, cantor brasileiro assumidamente de esquerda, foi acusado de machismo por dedicar dois versos de uma música do seu mais recente álbum a um homem que larga mulher e filhos para ir ter com a amante, e houve mesmo quem o tentasse banir no Brasil. No Reino Unido, a música Blurred Lines, do Robert Thicke e Pharell, está banida em mais de 20 universidades, pois é, dizem os alunos que intercederam, misógina. As mesmas universidades e os mesmos alunos que querem retirar dos currículos filósofos brancos, pois estes compactuaram (?) com o colonialismo. 

A possibilidade de ideias ou livros terem de ter o selo de aprovação de uma entidade é análogo àquela que era a função do Secretariado Nacional para a Informação no tempo do Estado Novo.

Em Portugal, o cantor C4 Pedro foi obrigado a retirar um videoclip do YouTube pois era, garantem as feministas portuguesas, misógino e discriminatório. Não se trata, portanto, de discórdia, de pluralismo ou de discutir ideias conflituantes, de não comprar aquilo de que não se gosta (quem desgosta dos livros tem bom remédio — não compra). Trata-se, sim, da imposição de uma determinada visão, e de cercear tudo aquilo que vá contra a corrente dominante, o que, em última análise, implica censura. É a ditadura do politicamente correcto.

A ditadura do politicamente correcto

A possibilidade de ideias ou livros terem de ter o selo de aprovação de uma entidade é análogo àquela que era a função do Secretariado Nacional para a Informação no tempo do Estado Novo. Todos os regimes despóticos, aliás, sabiam que controlar a informação, seja sob a forma de ideias, crónicas ou livros, era fundamental para regular o pensamento e as acções.

Aqueles que hoje advogam e forçam a ditadura do politicamente correcto também o sabem. Sabem que o discurso é uma forma eficaz de condicionamento e imposição social e ideológica. Mas é também censura, é também uma clara violação dos mais elementares direitos e liberdades de uma democracia liberal.

Nunca George Orwell fez tanto sentido: «Se liberdade significar alguma coisa, significa o direito de dizer aquilo que outros não querem ouvir».

Não é admissível que numa sociedade aberta e livre haja quem se ache no direito de coartar a opinião dos outros, e, mais grave ainda, de impor aquela que é a sua visão, para tal silenciando ou perseguindo politicamente. O caso da censura por parte da CIG, já de si condenável, já levou a sugestões inenarráveis como acabar com a secção de brinquedos para meninos e para meninas, como se uma menina estivesse proibida de comprar uma bola ou um Action Man, e o dia chegará em que exigirão o fim das secções de roupa para homem e para mulher.

Se é grave que aconteça no meio académico, é gravíssimo que chegue ao ponto de determinados livros serem retirados do mercado. Nunca George Orwell fez tanto sentido: «Se liberdade significar alguma coisa, significa o direito de dizer aquilo que outros não querem ouvir».






terça-feira, 22 de agosto de 2017

Cidades europeias assimilam a Lei da Sharia



Giulio Meotti, Gatestoneinstitute, 20 de Agosto de 2017

Original em inglês: Europe's Cities Absorb Sharia Law

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, proibiu anúncios que promovam «expectativas não realistas no tocante à imagem do corpo e da saúde das mulheres». Agora Berlim está a planear proibir imagens onde as mulheres são retratadas como «lindas mas fracas, histéricas, idiotas, loucas, ingénuas ou governadas pelas emoções». O escritor e jornalista do jornal Der Tagesspiegel, Harald Martenstein, afirmou que é possível que a orientação «tenha sido incorporada do manifesto do Talibã».
  • A ironia é que esta onda de moralidade e «virtude» vem de cidades governadas por políticos esquerdistas desinibidos, que durante anos fizeram campanha a favor da libertação sexual. Virou tema de discussão «feminista» defender a conduta da sharia.
  • Parafraseando o escritor americano Daniel Greenfield: a ironia das mulheres celebrarem a sua própria opressão é tanto de cortar o coração como de estupefazer.
Dias após o Estado Islâmico ter conquistado a cidade de Sirte na Líbia há dois anos, apareceram gigantescos outdoors na fortaleza islamista, alertando as mulheres que deveriam usar hijabs para esconderem o corpo todo e nada de perfumes. Entre outras coisas esses «mandamentos da sharia em relação à hijab» incluíam o uso de tecido grosso e opaco e que a hijab não «lembrasse trajes de infiéis».

Dois anos mais tarde, as três cidades mais importantes da Europa – Londres, Paris e Berlim – estão a seguir a mesma moda da sharia.

Paris disse Au revoir aos anúncios «machistas» em outdoors. A Câmara Municipal de Paris anunciou a proibição depois que a prefeita socialista Anne Hidalgo salientou que a medida denotava que Paris estava «a mostrar o caminho» na luta contra o machismo. O prefeito de Londres, Sadiq Khantambém proibiu anúncios que promovam «expectativas não realistas no tocante à imagem do corpo e da saúde das mulheres». Agora Berlim está a planear proibir imagens onde as mulheres são retratadas como «lindas mas fracas, histéricas, idiotas, loucas, ingénuas ou governadas pelas emoções». O escritor e jornalista do jornal Der Tagesspiegel, Harald Martenstein, afirmou que é possível que a orientação «tenha sido incorporada do manifesto do Talibã».

A ironia é que esta onda de moralidade e «virtude» vem de cidades governadas por políticos esquerdistas desinibidos, que durante anos fizeram campanha a favor da libertação sexual.

Há uma razão para esta campanha grotesca que proíbe essas imagens. Essas cidades possuem consideráveis populações muçulmanas e classe política – a mesma que promove freneticamente o multiculturalismo obrigatório – que deseja agradar ao «Islão». Virou tema de discussão «feminista» defender a conduta da sharia, como faz Linda Sarsour. A consequência é que hoje em dia pouquíssimas feministas se atrevem a criticar o Islão.

Isso está a acontecer em todos os lugares. Cidades holandesas estão «a orientar» as suas funcionárias a não usarem mini-saias. Foi implantado horários somente para mulheres nas piscinas públicas suecas. Escolas alemãs estão a enviar cartas aos pais pedindo que as crianças evitem usar «trajes vistosos».

O primeiro a sugerir a proibição de cartazes e propaganda que «reduzam mulheres ou homens a objectos sexuais» foi o ministro da Justiça da Alemanha Heiko Maas, social-democrata.

«A exigência de cobrir o corpo das mulheres ou domesticar os homens», enfatizou o líder do Partido Liberal Democrata Christian Lindner, «é algo comum nos círculos de líderes religiosos islâmicos radicais, mas não vindo do ministro da Justiça da Alemanha».

Em 1969 a Alemanha estava sufocada devido a uma celeuma sobre a introdução nas escolas do «Sexualkundeatlas», um «Atlas» sobre a ciência sexual. Agora, a meta é dessexualizar a sociedade alemã. O jornal Die Welt comenta:

«Graças ao ministro da Justiça, Heiko Maas, finalmente ficamos a saber porque, na passagem do Ano Novo, na Estação Central de Trens de Colónia, cerca de mil mulheres foram vítimas de violência sexual: por causa da publicidade machista. Muitas modelos erotizadas, muita pele nua nos nossos outdoors, muitas bocas eróticas, muitas mini-saias em revistas de moda, muitos traseiros rebolantes e seios volumosos na publicidade televisiva. Mais um passo na direcção da «submissão».

Em vez de mamilos e nádegas, Die Welt conclui: «devemos exortar o uso da burca ou do véu como faz a Sra. Erdogan»?

As mesmas elites alemãs que sugerem a proibição de outdoors «machistas» censuraram os detalhes aterrorizantes dos ataques sexuais em massa em Colónia. Enquanto isso, uma mesquita liberal em Berlim, que proibiu as burcas e abriu as portas aos homossexuais e às mulheres sem véus, encontra-se agora sob protecção da polícia devido às ameaças dos supremacistas muçulmanos.

As elites europeias estão a adoptar o padrão de dois pesos e duas medidas: orgulham-se em organizar uma exposição de um crucifixo cristão mergulhado em urina e rapidamente capitulam às demandas muçulmanas de censurar caricaturas do Profeta Maomé. As autoridades italianas fizeram esforços hercúleos a fim de evitar que o presidente do Irão, Hassan Rouhani, tivesse um vislumbre da nudez de esculturas milenares dos Museus Capitolinos de Roma.

Parece que o Ocidente está fascinado pelos véus islâmicos. Ismail Sacranie, fundador da Modestly Active, fabricante e designer de burquínis, disse ao jornal New York Times que 35% das suas clientes não são muçulmanas. Aheda Zanetti, libanesa que reside na Austrália, que inventou o burquíni, afirma que 40% das suas vendas são para mulheres não muçulmanas. O público ocidental, que romanceia o islão, está, ao que tudo indica, absorvendo a devoção à Lei Islâmica (Sharia). The Spectator disse que isso é «um novo puritanismo» e «o porquê de certas feministas serem solidárias com o Islão».

Parafraseando o escritor americano Daniel Greenfield: a ironia das mulheres celebrarem a sua própria opressão é tanto de cortar o coração como de estupefazer.

A Europa poderá imediatamente ter que retratar-se diante da prefeita de Colónia, Henriette Reker. Ela foi duramente criticada — vituperada até — por aconselhar mulheres a «manterem distância» de estranhos para evitarem ataques sexuais.

Se o Ocidente continuar a trair os valores democráticos de liberdade individual no qual se baseia a civilização Ocidental, os fundamentalistas islâmicos, como aqueles que impuseram o uso de burcas às mulheres líbias, começarão a impô-las às mulheres do Ocidente. Eles podem até começar com as elites feministas que primeiramente fizeram a revolução sexual para emancipar as mulheres na década de 1960 e que agora estão apaixonadas por uma roupa obscurantista que esconde as mulheres numa prisão portátil.





Ao contrário dos portugueses, como os espanhóis conquistaram e pilharam as Américas



CÃES ASSASSINOS: UMA DAS PRINCIPAIS «ARMAS»
DOS ESPANHÓIS NA CONQUISTA DA AMÉRICA

Cães da raça Alano eram verdadeiros assassinos no campo de batalha. Eram tão eficazes que alguns recebiam até salário como soldados.

A história da conquista das américas pelos espanhóis está repleta de batalhas sangrentas. Mais recentemente, o historiador Álvaro Van den Brule acrescentou novas cenas de terror a esses relatos.

Os cães da raça Alano, um cruzamento de buldogue com mastim, eram treinados para acompanhar as tropas no território americano. O resultado era a matança indiscriminada e truculenta, que incutiu o terror nos nativos.

Além das armas de fogo e cavalos, os cães também integravam o exército. Eles iam para a batalha cobertos por faixas de couro e fortes protecções de feltro sobre o corpo, o que os transformava numa arma implacável.

Álvaro Van den Brule detalha num artigo, recentemente publicado no site El Confidencial, que, embora os relatos da época tenham subestimado a importância dos cães guerreiros nas batalhas da conquista, vários dados fazem crer que o seu uso foi generalizado. Até 400 cachorros teriam participado na conquista do território mexicano, semeando um terror sem precedentes no seu caminho.

O mais famoso desses cães foi Becerillo, que acompanhava o conquistador Sancho de Aragão. A sua dedicação no campo de batalha rendeu-lhe até um salário.

O historiado Van den Brule explica: «eles foram responsáveis em grande parte pela matança indiscriminada que entrou para a História como uma das tácticas militares mais sangrentas de todos os tempos».


Fonte: RT